Signori é preso em escândalo no futebol italiano

O ex-atacante Signori foi uma das 16 pessoas presas na Itália, nesta quarta-feira, por suposto envolvimento em uma rede de apostas e combinação de resultados nas segunda e terceira divisões do campeonato nacional. Além dele, jogadores de clubes das Séries B e C, dirigentes e operadores de apostas também foram presos.

AE-AP, Agência Estado

01 de junho de 2011 | 10h18

A operação policial, que aconteceu na província de Cremona, na região da Lombardia, colocou 18 partidas sob investigação, incluindo jogos envolvendo Siena e Atalanta, que garantiram no campo a vaga para a elite do futebol italiano, mas podem acabar perdendo-as se forem punidos.

De acordo com o promotor de Cremona, Roberto Di Martino, a suspeita começou após um jogo da terceira divisão, entre Cremonese e Paganese, quando jogadores do Cremonese teriam sido drogados através de suas garrafas de água. Ainda de acordo com Di Martino, o esquema teria tentado manipular o resultado de uma partida do Campeonato Italiano, quando a Inter de Milão venceu o Lecce por 1 a 0, no dia 20 de março.

O escândalo acontece apenas cinco anos após a última grande investigação envolvendo manipulação de resultados no país, quando a Juventus acabou tendo dois títulos nacionais retirados e sendo rebaixada à segunda divisão italiana.

Signori está sendo acusado de liderar um grupo de apostadores em Bologna, que teria influência direta no esquema de manipulação. Ele está agora sob prisão domiciliar. "Vocês não têm piedade nesta situação? Tenham misericórdia. Não posso dizer nada. Vou encontrar meu advogado e então ele falará por mim", disse o ex-jogador.

Giuseppe Signori, de 43 anos, foi um dos grandes atacantes italianos na década de 1990, chegando a atuar 28 vezes pela seleção, nas quais marcou sete gols. Jogou por seis temporada na Lazio, onde chegou a ser capitão, e foi artilheiro do Campeonato Italiano em três temporadas.

Um inquérito para averiguar a veracidade das acusações já foi aberto e cerca de outros 30 jogadores seguem sob suspeita. Entre eles, está o meia Cristiano Doni, capitão da Atalanta, de 38 anos, e o ex-lateral Stefano Bettarini, que já atuou pela seleção italiana.

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