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Símbolo máximo da história do time, Vila levou seus 'meninos' à glória

Pelé, com 288 gols, é o maior artilheiro do estádio que completa 100 anos

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2016 | 07h00

Um palco de espetáculos, conquistas, alegrias e tristezas, sofrimento e emoção. A Vila Belmiro, casa do Santos Futebol Clube há um século, é símbolo máximo da história do time, local que fortalece a equipe em partidas importantes e, por inúmeras vezes, levou seus meninos à glória.

Em 1916, o Santos treinava em um campo no bairro do Macuco, mas o espaço não tinha dimensões oficiais mínimas. As partidas eram disputadas em um terreno dividido por várias equipes, no número 22 da Avenida Dona Ana Costa, onde hoje se encontra a Paróquia Imaculado Coração de Maria. E também no campo da Liga Santista de Futebol Amador, que ficava na altura do número 300 da Avenida Conselheiro Nébias, hoje ocupado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanisno (FAUS) da Universidade Católica de Santos (Unisantos).

Foi nessa época que a diretoria começou a procurar por um espaço próprio para o clube. Até que, em 31 de maio de 1916, foi aprovada por uma assembléia geral a compra de uma área de 16.500 metros quadrados no bairro da Vila Belmiro. Neste mesmo ano, no dia 12 de outubro, o Santos inaugurava naquele terreno uma praça de esportes. 

Dez dias depois, o Peixe enfrentou o Ypiranga pelo Campeonato Paulista. E venceu a partida inaugural por 2 a 1, com o primeiro gol da história do time na Vila marcado por Adolpho Millon Júnior.

No dia 6 de abril de 1933, um amistoso contra o 1º de Maio, que o Santos venceu também por 2 a 1, marcou o batismo da Vila com o nome de Estádio Urbano Caldeira, em homenagem a um dos maiores benfeitores do clube, personagem que havia falecido no dia 13 de março do mesmo ano.

Em um século de história, a Vila Belmiro recebeu 2.207 partidas do Santos, que venceu 1.413 delas, empatou 434 vezes e perdeu 'apenas' 360 disputas, totalizando 5.591 gols marcados pelo Peixe.

Hoje, após muitas reformas e modernizações, a Vila tem capacidade oficial para 16.068 torcedores, mas o maior público de sua história foi registrado em 15 de fevereiro de 1976, quando 31.662 pessoas lotaram o estádio para assistir o Santos perder de 5 a 0 do Palmeiras.

Muitos outros nomes do futebol mundial, ícones desse esporte, ídolos de gerações, passaram pela Vila Belmiro e, naquele gramado, tornaram-se estrelas. Pepe, Tite, Zito, Coutinho, Dorval, Mauro Ramos de Oliveira, Lima, Manga, Hélvio, Dalmo, Laércio, Calvet, Mengálvio, Abel, Aguinaldo, Ailton Lira, Alex, Álvaro, Antoninho, Araken Patusca, Ary Patusca, Barbosinha, Carlos Alberto, Cejas, Chico Formiga, Cláudio, Clodoaldo, Coutinho, Cyro, Deivid, Del Vecchio, Diego, Douglas, Edinho, Edu, Emersom Marçal, Fábio Costa, Feitiço, Flávio, Gilmar, Giovanni, Guga, Jair da Rosa Pinto, João Paulo, Joel Camargo, Juary, Laércio, Lalá, Léo, Lima, Manoel Maria, Marinho Peres, Marolla, Mauro, Narciso, Negreiros, Nenê Belarmino, Neymar Jr., Oberdan, Pagão, Paulinho McLaren, Pita, Ramiro, Ramos Delgado, Robert, Robinho, Rodolfo Rodrigues, Serginho Chulapa, Sérgio, Toninho Guerreiro, Vasconcelos e Vítor. 

O maior artilheiro do Santos na Vila não poderia ser outro. Pelé lidera a lista, com 288 gols.

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