Simplício se controla para não atacar

Se precisar jogar sozinho na cabeça-de-área, Fábio Simplício admitiu: vai precisar se controlar para não avançar e deixar a defesa do São Paulo desprotegida. Afinal, sempre jogou como segundo-volante, aquele jogador que tem um pouco mais de liberdade para chegar ao ataque e até finalizar ao gol. "Eu me projetei jogando como segundo volante, mas já houve ocasiões em que eu era o único volante do São Paulo."Simplício se refere àquelas partidas em que o São Paulo está em desvantagem no Morumbi e para reverter, o treinador troca um volante defensivo por um atacante, na tentativa desesperada de buscar o gol de empate.Mas a dúvida de Cuca, pelo que ele mostrou até o momento, é colocar um time muito ofensivo, com um único cabeça-de-área, ou optar pelo tradicional 4-4-2, com dois volantes e dois meias.Se optar pelo time ofensivo, Simplício alertou que para o esquema dar certo, será preciso a colaboração de todos: "É preciso um posicionamento tático bem acertado. O técnico ainda está passando para nós as funções de cada um dentro de campo. Mas se todo mundo ajudar, não haverá problemas."Com os técnicos anteriores, Simplício estava liberado para apoiar e chegou a marcar gols. "Mas eu também sei jogar como volante. Fiz isso com todos os treinadores que passaram no São Paulo nos últimos tempos", alertou o jogador, que promete cobrar empenho na marcação de todos dentro de campo. "A gente joga atrás e tem uma visão privilegiada do jogo. Se precisar vou avisar os companheiros e corrigir erros no posicionamento."Essa temporada, ao contrário dos anos anteriores, a base do time veio de fora (sete contratações). Apenas Rogério Ceni e Simplício foram revelados pelo São Paulo. "Mas isso não quer dizer nada. Os jogadores que chegam também tem sua responsabilidade. Jogar no São Paulo é uma grande responsabilidade", rebateu Simplício.

Agencia Estado,

20 de janeiro de 2004 | 09h21

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