Sindicato critica medida italiana

A principal organização sindical da Itália, a Confederação Geral Italiana de Trabalhadores, qualificou de "discriminatório e racista" o fechamento do mercado do país para jogadores extra-comunitários. "O mundo do futebol é um dos mais globalizados e esse fechamento está em linha com a nova lei sobre a imigração, que coloca obstáculos a quem quer trabalhar na Itália", disse Alioune Gueye, dirigente da central sindical.A medida foi também criticada por dirigentes esportivos e jogadores. Franco Sensi, presidente da Roma, a qualificou de "inaceitável para um país democrático como a Itália". O técnico da equipe, Fabio Capello, disse que agora "não se poderá ver na Itália os grandes atletas que surjam fora da União Européia". Para o vice-presidente do Perugia, Alessandro Gaucci, a medida é "um procedimento racista que vai contra as leis européias". Segundo ele, os futebolistas do mundo têm o direito de trabalhar livremente.Também jogadores conhecidos, como Marco del Vecchio, da Roma, e Cristiano Lucarelli, do Torino, se pronunciaram contra a medida. O primeiro recordou que o clube romano voltou a ganhar o "scudetto" depois de 18 anos graças, em grande parte, à ajuda dos não-comunitários.O presidente da Federação Italiana de Futebol, Franco Carraro, disse que as fronteiras não serão reabertas até que se decida quantos não-comunitários cada clube poderá ter, decisão que será tomada em conjunto com outros países da União Européia.

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