Sindicato dos atletas reclama da Fifa

A eleição do melhor jogador do mundo pela Fifa em 2004, que premiou Ronaldinho Gaúcho, gerou uma verdadeira crise entre a entidade e a Federação Internacional de Jogadores Profissionais (FIFpro). Pelas regras estabelecidas pela Fifa neste ano, a votação incluiria os técnicos e capitães das seleções nacionais, além dos membros da FIFpro, espalhados por 40 países. O problema é que, sem poder realizar as eleições com todos seus membros antes do anúncio do eleito, na última segunda-feira, o Sindicado optou por pedir aos comitês executivos de cada país que indicassem um vencedor.A Fifa não aceitou o modelo e recusou os votos, que representariam 20% na soma dos eleitores. Segundo Gordon Taylor, presidente da FIFpro, não houve tempo suficiente para organizar eleições com todos seus membros em 40 países diferentes."Só na Inglaterra temos 4 mil membros. Ficou impossível obter o voto de todos", explicou o presidente da FIFpro. "Por isso, pensamos que a melhor solução seria pedir para que os comitês de cada sindicato em cada país tomasse a decisão em nome de seus membros."Apesar de 20% dos votos não terem sido computados, Gordon Taylor não questionou o resultado da eleição. "Não seria correto de minha parte dar essa informação (de quem realmente teria vencido) e nem sei como ficou a votação", disse o presidente da FIFpro.

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