Walter Bieri/EFE
Walter Bieri/EFE

Sindicatos e grupos de direitos humanos pressionam a Fifa

Entidades internacionais querem ampla reforma na federação

Mark Hosenball, REUTERS

15 de julho de 2015 | 18h09

Um importante sindicato e grupos de direitos humanos ampliaram nesta quarta-feira a pressão pública sobre a Fifa, atualmente assolada por um escândalo de corrupção, ao defender a reforma e a limpeza da entidade por meio de um processo independente.

A Transparência Internacional, a Avaaz e a Confederação Sindical Internacional disseram que estavam se juntando à campanha de reforma chamada "#NewFIFANow" (nova Fifa agora), pressionando por uma rápida "reforma independente da Fifa, liderada por uma pessoa célebre".

A federação sindical dos Estados Unidos, AFL-CIO, também enviou cartas nesta quarta-feira a três grandes patrocinadores da Fifa, Coca-Cola, Visa e McDonalds, pedindo-lhes para apoiar o pedido de reforma.

"Como importantes patrocinadores, nós pedimos que vocês convoquem uma comissão de reforma independente da Fifa para restaurar a transparência e integridade do futebol internacional, e garantir que os grandes eventos esportivos mantenham os mais altos padrões possíveis de direitos humanos", disse a diretora internacional da AFL-CIO, Cathy Feingold, nas cartas aos presidentes das três empresas norte-americanas.

Os grupos de direitos humanos disseram que também apoiam a criação de tal comissão, cuja tarefa, segundo eles, incluiria a revisão da governança da Fifa e a realização de novas eleições.

"Tem que haver uma comissão de reforma independente e a Fifa tem de mudar. Sem mais falsas partidas, sem mais escândalos, sem operações de madrugada", disse o diretor da Transparência Internacional Cobus de Swardt, referindo-se à prisão de sete dirigentes da Fifa em uma operação realizada bem cedo em um hotel de Zurique, no fim de maio.

A promotoria dos EUA indiciou nove dirigentes de futebol e cinco executivos de marketing em uma série de crimes relacionados com suborno.

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