Sindicatos suíços pressionam Fifa por obras no Brasil

Sindicatos de operários suíços estão pressionado a Fifa a respeitar os direitos humanos na preparação brasileira para sediar a Copa do Mundo de 2014. O Solidar Suisse, que representa trabalhadores do setor de construção do país europeu, lançou uma campanha em que cobra a entidade através de um vídeo publicado na internet.

AE, Agência Estado

10 de abril de 2012 | 14h41

No vídeo, um ator parecido com Joseph Blatter, atual presidente da Fifa, dança ao som de uma paródia da música "Ai se eu te pego", de Michel Teló. "Notas, notas, assim você me mata" e "estamos ficando ricos", canta o ator que interpreta o dirigente, em uma crítica ao comportamento da Fifa, que estaria apenas preocupada em lucrar com o torneio, de acordo com o órgão.

Porta-voz do Solidar Suisse, Christian Engeli disse que, apesar do tom leve e de ironia, o vídeo é uma tentativa de chamar a atenção para abusos graves, como o despejo e más condições de trabalho para os trabalhadores que participam das obras. Além disso, a Fifa é criticada pela imposição de isenções fiscais para ela e os patrocinadores da Copa do Mundo.

De acordo com a organização, "150.000 pessoas são despejadas, milhares de vendedores ambulantes perdem receitas de venda, ameaçando a sua existência, e pessoas trabalham sob condições miseráveis". "O senhor, como presidente da Fifa, pode mudar isso: Atue, ainda não é tarde demais!", cobra o Solidar a Blatter.

A Fifa não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo do vídeo e as cobranças do Solidar. A meta dos responsáveis pela ação é obter 50 mil assinaturas em um abaixoassinado, que posteriormente será enviado para a entidade.

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