Sissi não foi lembrada para a seleção

Enquanto Milene Domingues, mulher do craque Ronaldo, vai desfrutar do privilégio de, mesmo estando fora de forma, ir disputar a Copa do Mundo dos Estados Unidos, um dos maiores destaques da seleção feminina nem teve seu nome listado: a atacante Sissi. Tanto o técnico da equipe Paulo Gonçalves quanto o diretor do Departamento de Categorias especiais, Luiz Miguel Estevão de Oliveira, despistam quando o assunto é o real motivo do "esquecimento" da atleta, artilheira do último Mundial, também nos EUA, em 1999: a idade avançada, 36 anos, e indisciplina. "Ela simplesmente não foi convocada. Maiores informações quem poderá dar é a diretoria do futebol feminino", despistou Paulo Gonçalves, que não escondeu ter iniciado um processo de renovação no time. "Atualmente, cerca de 50% da seleção é formada por jogadoras jovens." Já o diretor do Departamento de Categorias especiais procurou despistar, mas não se furtou em observar que o fato de Sissi estar com 36 anos pode ter "pesado" na decisão de não convocá-la. O dirigente ainda lembrou as dificuldades em conseguir a liberação de jogadoras que atuam pelo futebol americano. Sobre os problemas disciplinares, Oliveira, que está na direção da CBF há 11 anos, desde que o presidente Ricardo Teixeira assumiu, recordou de alguns episódios onde o nome de Sissi fora citado. Optou por não comentá-los. "Fizeram algumas fofocas. Disseram que ela teve alguns desentendimentos com o antigo treinador, Zé Duarte, mas não vou falar sobre isso", contou Oliveira. Amanhã, o dirigente estará na Granja Comary para informar o nome da última atleta a ser dispensada da seleção. Decisão - Na terça-feira, o técnico Paulo Gonçalves escolheu 18 jogadoras e o diretor do Departamento de Categorias Especiais ficou encarregado de relacionar mais duas para completar o grupo, que disputará a Copa do Mundo entre os dias 20 de setembro e 11 de outubro. Como uma vaga já está assegurada para Milene, a lateral Tatiana e a meio-de-campo Michele disputam o lugar restante. "Se fosse consultado, optaria por ficar com a Michele. Ela é uma jogadora que exerce várias funções dentro do campo e tem tido ótimos desempenhos", argumentou Paulo Gonçalves. O treinador ainda lembrou a necessidade de poder escalar jogadoras que tenham múltiplas funções, porque perdeu há dois meses um dos principais destaques da seleção: a meia Pretinha. Durante uma partida contra os Estados Unidos, onde o Brasil foi derrotado por 1 a 0, em New Orleans, Pretinha sofreu o rompimento dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo. A atleta precisou realizar uma cirurgia e a previsão é a de que só volte a atuar no final do ano.

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