Vitor Silva/SS Press
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Situação fiscal preocupa novo presidente do Botafogo

Recém-eleito para o cargo, Carlos Eduardo Pereira vai priorizar pagar as dívidas do clube, que são estimadas em R$ 750 milhões

RONALD LINCOLN JR., O Estado de S. Paulo

01 de dezembro de 2014 | 16h21

A crise do Botafogo, que se desenhava desde o início deste ano, culminou no rebaixamento no Campeonato Brasileiro após a derrota para o Santos no domingo. Um dia depois do revés, o novo presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, considera que agora é o momento chave para buscar alternativas para reerguer o clube.

De acordo com Pereira, a prioridade da diretoria será equilibrar a situação financeira do clube. Estima-se que as dívidas cheguem a R$ 750 milhões. "A situação é pior do que eu imaginava. Acreditávamos que tivesse mais alternativas", disse o dirigente, em entrevista nesta segunda-feira. "O ano de 2015 começa hoje. Vamos precisar iniciar o trabalho com a resolução dos problemas fiscais."

Para isso, o presidente revelou que os advogados do Botafogo vão tentar usar de manobras jurídicas para conseguir reaver as receitas bloqueadas pela Justiça. "Nenhum time sobrevive com 100% das receitas bloqueadas", argumentou.

Pereira voltou a isentar o elenco pelo rebaixamento, mas indicou que deve fazer uma grande reformulação no plantel par
a o próximo ano. Ele manteve a dúvida sobre a permanência do técnico Vagner Mancini e de toda a comissão técnica. O futuro deles só deve ser definido no decorrer da semana. 

A permanência do goleiro Jefferson é tratada como prioridade pela diretoria, que espera poder usar a imagem do jogador - frequentemente convocado para a seleção brasileira - em campanhas de marketing. 

E, apesar da dificuldade financeira, sonha com jogadores de renome. "O clube tem de estar sempre disposto a trazer os ídolos. Futebol é paixão, diferente de uma empresa. O ídolo está ligado à essa questão de forma inseparável. Embora tenhamos de ficar atentos à questão financeira", explicou Pereira.

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