Só desempenho do início do Brasileirão salva o Corinthians

Pelas contas do matemático Tristão Garcia, o time precisa de 12 pontos nos seis jogos que lhe restam

Martín Fernandez, Estadão

22 de outubro de 2007 | 20h02

Se repetir nesta reta final o desempenho que teve nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, o Corinthians escapa do rebaixamento. Pelas contas do matemático Tristão Garcia, o time precisa de 12 pontos nos seis jogos que lhe restam para não disputar a Série B em 2008.  Veja também: Corinthians precisa de 11 pontos para não cair, diz Nelsinho Segurança de Ailton é reforçada na volta para a capital Lula recebe presidente do Corinthians e camisa de Basílio Tal quantidade de pontos pode ser alcançada com quatro vitórias em seis partidas - feito que o Corinthians nunca conseguiu nesta competição. Ou com três vitórias e três empates - exatamente o mesmo desempenho das seis primeiras rodadas deste Campeonato Brasileiro. O Corinthians arrancou com vitórias sobre Juventude, Cruzeiro e América-RN; e empates diante de Atlético-MG, Santos e Paraná. Em tese, basta fazer no final do campeonato o que o time já fez no começo. Nas 32 partidas que disputou, o Corinthians venceu nove, empatou 11 e perdeu 12. Não à toa, ocupa o 17º lugar, com 38 pontos - a três do Goiás, o último entre os que se salvam de cair. As chances de disputar a Série B no ano que vem, segundo Garcia, são de 68%. As vitórias corintianas foram espalhadas ao longo da competição. A melhor seqüência do Corinthians foi na abertura do campeonato: conseguiu duas vitórias, seguidas de dois empates, novo triunfo e mais uma igualdade. O técnico, à época, era Paulo Cesar Carpegiani. O problema é o desempenho do time contra os adversários que resta enfrentar. Contra Figueirense, Flamengo e Atlético-PR, o Corinthians empatou por 2 a 2. Nas três partidas, saiu na frente e permitiu a igualdade. Luxo ao qual não pode se dar neste segundo turno. Depois, venceu Goiás e Grêmio (ambas em casa) e perdeu para o Vasco em São Januário. Fez nove pontos nos seis confrontos. Se repetir tal desempenho, joga a Série B em 2008. O técnico Nelsinho Baptista, que assumiu o time falando em vaga na Copa Sul-Americana, diz que são necessários 11 pontos para salvar o time da degola. "A situação é difícil", admitiu. "Mas temos muitos pontos em disputa e alguns confrontos diretos. Não jogamos a toalha, seguimos lutando." Dos 15 pontos que o Corinthians disputou sob o comando do novo treinador, ganhou cinco: vitória para o São Paulo, empates ante Fluminense e Internacional, derrotas para Sport e Náutico. Gebran reza "Eu não tenho medo da Série B", garantiu o vice-presidente de futebol Antoine Gebran, ontem à tarde. "Não estamos nem pensando nisso." Segundos depois, se contradisse e admitiu que está rezando para o time não ser rebaixado. Gebran garantiu apoio total ao técnico Nelsinho Baptista. "Deus me livre trocar de técnico agora", afirmou. "Nem que venha o melhor técnico do mundo eu troco." Gebran só se arrepende de uma coisa. "Deveria ter colocado o Nelsinho antes. Certamente não estaríamos nesta situação", disse. "Mas ele não podia sair da Ponte." O cartola continua firme na intenção de pagar apenas um churrasco como prêmio para o elenco, caso consiga permanecer na Série A.  "Eles têm que valorizar o salário, por isso não vai ter qualquer premiação financeira", repetiu Gebran, apesar da insistência de alguns conselheiros para que haja premiação em dinheiro aos atletas.

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