Só Figueirense pensa em paralisação

A maioria dos 22 clubes do Brasileirão não quer a paralisação do campeonato. O Figueirense, que é o vice-lanterna, é um dos únicos que admite tentar parar a competição, depois do escândalo da manipulação de resultados pelo árbitro Edilson Pereira de Carvalho. ?Nossa primeira medida é aguardar a posição da CBF e do STJD. Mas, vamos preparar nossos recursos, pois fomos os mais prejudicados nesse esquema?, disse Norton Doppre, presidente do clube catarinense.Os clubes paulistas aguardam também a decisão do STJD. Juvenal Juvêncio, vice-presidente do São Paulo, não quer a paralisação. ?O campeonato tem que continuar porque o povo não tem culpa de nada?, justificou. Questionado se o São Paulo teria sido favorecido nos jogos contra Ponte Preta e Corinthians, apitados por Edílson Pereira de Carvalho, Juvenal Juvêncio disse: ?Não desviemos o foco. O São Paulo não tem nada com isso.?O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, não quis comentar o escândalo da arbitragem. ?O Corinthians aguarda a decisão do STJD e CBF, mas vai buscar seus direitos?, disse o advogado João Zanforlin, autorizado pelo clube para acompanhar o caso.Salvador Hugo Palaia, diretor do Palmeiras, também espera pela decisão do STJD. ?Não vamos tomar atitudes precipitadas. Vamos analisar nossos jogos para ver se o Palmeiras foi prejudicado. É uma página negra do futebol brasileiro?, lamentou.No Rio, o ?escândalo do apito? provoca troca de farpas entre dirigentes. Eurico Miranda, presidente do Vasco, defendeu que o jogo que seu time perdeu para o Botafogo seja anulado. ?Esse jogo sim tem que ser anulado, pois o próprio árbitro disse que existia esquema para favorecer o Botafogo?, avisou.Bebeto de Freitas, presidente do Botafogo, rebateu: ?O que o Eurico fala não vale nada para mim. Ele quer anular jogo? Ele tem é que tratar de parar de inscrever jogador irregular nos campeonatos.?

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