Só ir à final não adianta, avisam volantes corintianos

Entre torcedores e jogadores corintianos a expectativa para a partida desta quarta-feira, contra o Santos, é enorme. Um empate no Pacaembu coloca o Corinthians pela primeira vez na sua história em uma final de Copa Libertadores. Os volantes Paulinho e Ralf, motores do time alvinegro, lembram que só chegar à decisão não adianta. Tem que ser campeão.

FÁBIO HECICO, Agência Estado

19 de junho de 2012 | 18h25

"Caminhar até aqui e perder a final não vai adiantar nada. Segundo e último colocado é a mesma coisa. Vai ser uma guerra se formos à final, mas temos que pensar no Santos", comentou Ralf. "Se chegar à final e não conquistar o título, o que fizemos até aqui vai ser esquecido", completou Paulinho.

Os dois volantes concederam entrevista juntos nesta terça-feira, no CT do Parque Ecológico, e destacaram o entrosamento da dupla. "Temos muito a melhorar ainda. Tem muitos outros volantes de qualidade no País e cabe a nós fazer o nosso trabalho com pés no chão. Dentro e fora de campo tentamos um ajudar ao outro, conversando", analisou Paulinho.

Na partida desta quarta-feira, a dupla pode ter que atuar em funções um pouco diferente das atuais, caso o Santos entre em campo com três atacantes. Nenhum dos dois volantes corintianos, porém, vê problemas nisso.

"Para nosso time não muda nada. Talvez segure um pouco mais o Paulinho, mas ele já teve essa experiência. Temos que focar no nosso esquema e não no do Santos. Temos de marcar em cima", disse Ralf, para o complemento de Paulinho: "Não tem problema algum. Se for para segurar, fico ajudando e marcando. Se tiver uma ou outra oportunidade de sair, tudo bem."

A dupla, de qualquer forma, sabe que pode contar com o apoio defensivo de toda a equipe para, pela sexta vez na Libertadores, passar sem tomar gols no Pacaembu e, assim, avançar à final da competição.

"Todos falam do sistema defensivo, mas a marcação começa lá na frente, com os atacante, o Danilo, o Alex", lembrou Paulinho. "Isso (números) mostra a força da equipe, não só defensiva mas também ofensiva. A gente também depende do ataque", completou Ralf.

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