Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Sob desconfiança, seleção brasileira chega a Brasília

Torcida brasileira não demonstra empolgação com a realização da Copa do Mundo no País

Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2008 | 14h40

Sob o seco calor da primavera brasiliense (a temperatura na cidade atingiu os 30 graus), a seleção brasileira chegou à capital federal, onde disputará os quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo de futsal. Sempre favorito absoluto, badalado, mas com o amargo de dois vice-campeonatos nos dois últimos campeonatos mundiais (a Espanha venceu em 2000 e 2004) na memória, o Brasil carrega desta vez a desconfiança do torcedor. Não fosse por cartazes e bolas gigantes da FIFA colocados no saguão do Aeroporto de Brasília, nem se saberia que o torneio com as 20 melhores equipes do planeta inicia na cidade - a outra sede é o Rio - a partir da terça-feira. Depois de apenas empatar com o Egito (2 a 2), no último amistoso de preparação para a competição, na semana passada, o time verde-amarelo prefere adotar a cautela e não promete o mesmo nível de atuação de jornadas anteriores (o Brasil é pentacampeão mundial, em 1982 e 1985, quando a competição era organizada pela extinta Fifusa, e em 1989, 1992 e 1996, eventos já com a promoção da Fifa). "A torcida brasileira está acostumada a ver a seleção dando espetáculo e goleando, e a realidade do futsal hoje em dia é outra. Há cinco ou seis seleções com chances de conseguir o título", reconheceu o técnico Paulo César de Oliveira, o PC. "Aquele jogo foi um treino, que serviu para nos mostrar alguns pontos que precisamos corrigir para o Mundial."Falcão, considerado pela FIFA o melhor jogador do mundo, ainda não tem no currículo o título mundial. "Estamos doidos para sermos campeões", afirmou no desembarque da seleção. O ala entende que a malfadada partida diante dos egípcios, apesar de ter abalado um pouco o grupo, pode ser válida como um aviso para a Copa do Mundo. "Sabemos que não somos imbatíveis", disse o jogador. "Claro que aquele jogo não foi em condições normais, havíamos treinado forte pela manhã e jogamos à noite, mas tiramos uma lição. Não se aprende nada aplicando goleadas de 8 a 0 [em referência ao primeiro amistoso contra os africanos, que teve este resultado]."Junto com o goleiro Franklin, o fixo Schumacher e o ala Vinícius, Falcão integrava a equipe que perdeu para a Espanha na final do Mundial de 2004. Vê no grupo atual características decisivas em comparação com aquele. "O elenco atual é ótimo, somos todos amigos", contou o ala. "Aquela equipe de era bem diferente desta." Na época, surgiram boatos de que o atual melhor jogador do mundo, e Manoel Tobias, antigo detentor da láurea, não se davam bem. Falcão não confirmou o desentendimento.Na primeira fase, o Brasil enfrenta Japão, Cuba, Rússia e Ilhas Salomão. Para obter a classificação para a segunda etapa, a seleção de Falcão e companhia não deve ter maiores problemas. A incógnita é saber como jogam os russos, únicos adversários deste início de campeonato que não foram enfrentados durante a preparação. A final do campeonato será no dia 19 de outubro, no Rio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.