Sob forte calor, Vasco perde da Cabofriense e se complica na Taça Guanabara

Jogo adiado pela falta de luz termina com derrota por 1 a 0 do time alvinegro dentro de casa

Redação, Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2020 | 13h32

Deu tudo errado para o Vasco. Em um jogo que deveria ser disputado na noite de quinta-feira, mas que foi adiado para a manhã desta sexta por conta das fortes chuvas no Rio de Janeiro que causaram problemas de iluminação na região do estádio de São Januário, o time alvinegro sucumbiu ao forte calor e foi derrotado pela Cabofriense, que até então só havia perdido no Campeonato Carioca, por 1 a 0, pela quarta rodada da Taça Guanabara.

O resultado negativo, que atiçou a ira dos pouco mais de 3.100 torcedores que encararam o clima escaldante em São Januário - seis pessoas passaram mal e tiveram que ser atendidas no posto médico do estádio -, complicou e muito a situação do Vasco no primeiro turno do Estadual. Com quatro pontos, o time alvinegro está na quarta posição do Grupo B e agora não depende mais de si para se classificar às semifinais. Precisa vencer Botafogo e Portuguesa-RJ e torcer por derrotas de Volta Redonda e Madureira nas duas rodadas finais.

Para complicar ainda mais a situação, o Vasco entrará em campo contra o Botafogo, neste domingo, no estádio do Engenhão, com um time totalmente reserva, como anunciado anteriormente pelo técnico Abel Braga, por causa da estreia na Copa Sul-Americana contra o Oriente Petrolero, da Bolívia, na quarta-feira, em São Januário.

Para a Cabofriense, até é possível brigar por uma vaga às semifinais da Taça Guanabara no Grupo A - é o quinto colocado com três pontos, quatro atrás dos líderes Boavista e Flamengo -, mas fica o alento de ter marcado o seu primeiro gol na competição e não ser mais o pior time no momento. De uma vez só deixou Resende, Bangu e Macaé para trás.

Em campo, o desgaste emocional pelo adiamento da partida e o físico por conta do forte calor do final da manhã e início da tarde na zona norte do Rio de Janeiro deixaram o jogo mais lento ainda no primeiro tempo, na medida certa para a estratégia da Cabofriense de se fechar e aproveitar os contra-ataques. O Vasco buscou o gol de todas as maneiras possíveis, mas pouco incomodou o goleiro George. Do outro lado, o time de Cabo Frio conseguiu um pênalti nos minutos finais e abriu o placar com Léo Aquino.

Para o segundo tempo, Abel Braga colocou o garoto Vinícius na ponta direita e foi desse lado que as melhores chances vascaínas aconteceram. Para desespero e raiva dos torcedores, que vaiaram o time e o presidente Alexandre Campello, pedindo a contratação de jogadores, inúmeras oportunidades foram desperdiçadas. Inclusive com Talles Magno, uma das maiores promessas em São Januário.

FICHA TÉCNICA

VASCO 0 x 1 CABOFRIENSE

VASCO - Fernando Miguel; Yago Pikachu, Leandro Castán, Werley e Henrique; Bruno Gomes (Juninho), Raul e Gabriel Pec (Vinícius); Talles Magno, Germán Cano e Marrony (Ribamar). Técnico: Abel Braga.

CABOFRIENSE - George; Watson (Cardoso), Lucas Cunha, Igor e Guilherme; Magno, Léo Aquino (Victor Souza), Gama e Rafael Pernão; Abner (Dudu Pedrotti) e Rincón. Técnico: Luciano Quadros.

GOL - Léo Aquino (pênalti), aos 44 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Yago Pikachu, Werley e Raul (Vasco); George e Watson (Cabofriense).

ÁRBITRO - Paulo Renato Coelho.

RENDA - R$ 289.996,00.

PÚBLICO - 3.113 torcedores presentes (8.488 ingressos vendidos).


LOCAL - Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

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