Sob forte pressão, Fluminense enfrenta o Corinthians

Sob forte pressão da torcida, que promete novas manifestações nesta quarta-feira se o time fracassar de novo, o Fluminense enfrenta o Corinthians, às 21h50, no estádio do Maracanã, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em estado de alerta. Uma nova derrota do atual campeão nacional pode até deixá-lo ao final da rodada na zona de rebaixamento.

SÍLVIO BARSETTI, Agência Estado

14 de agosto de 2013 | 07h12

A irritação dos torcedores com a equipe é apenas um dos problemas do Fluminense. Há outros mais imediatos. Fred, Jean e Carlinhos, entre outros, desfalcam a equipe e o adversário está em boa fase, em busca uma vitória que o deixaria mais próximo de tentar alcançar em breve a liderança.

Na verdade, o Fluminense vai levar a campo um time totalmente desfigurado. Os laterais não são os titulares, embora Igor Julião tenha atuado nas últimas partidas porque Bruno e Wellington Silva, também laterais-direitos, estão contundidos. Já Carlinhos cumpre suspensão e cede a vaga para o jovem Ronan.

No meio, além da ausência de Jean, o talento de Deco, também sob cuidados médicos, continua fazendo falta. E na frente, apesar de algumas atuações irregulares, Fred, sempre uma referência para o time todo, vai ficar fora. Ele e Jean estão a serviço da seleção brasileira que joga nesta quarta contra a Suíça. O técnico Vanderlei Luxemburgo poderia optar por Rhayner para a vaga de Fred. Mas o atacante também está machucado. Por isso, a escolha de Samuel, que vai compor a dupla de frente com Rafael Sóbis.

Todos esses contratempos representam uma incógnita para Luxemburgo. Um novo insucesso poderia deixar a torcida também contra ele - ainda mais porque o Fluminense vem de uma derrota para o rival Flamengo e já acumula sete resultados ruins no Brasileirão.

Na última segunda, torcedores protestaram durante o treino do time nas Laranjeiras. Nesta terça, o fato se repetiu com mais intensidade. Cerca de 50 deles entoaram cânticos ofensivos para os jogadores e estenderam uma faixa na arquibancada, em que se lia: "jogador, honre a camisa, respeite a nossa tradição!" Luxemburgo respeitou as manifestações, mas reclamou da ausência de um centro de treinamento para que a equipe pudesse se preparar em clima mais ameno. "É ruim nesse aspecto. Com um CT, você pode trabalhar confortavelmente. Com manifestações, a gente não consegue fazer um trabalho tático mais apurado por causa das vaias e xingamentos", disse o treinador.

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