François Lenoir/Reuters
François Lenoir/Reuters

Sob pressão após derrota, Polônia teme eliminação diante da Colômbia

Equipes fazem primeira "final" da Copa do Mundo: ambos perderam na primeira rodada da fase de grupos

Ciro Campos, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 13h20

Um cabeça de chave em apuros. A Polônia perdeu na estreia da Copa do Mundo por 2 a 1 para Senegal, na terça-feira, e agora teme encerrar o clima de otimismo e dar adeus à competição na Rússia no próximo domingo. O confronto decisivo com a Colômbia, em Kazan, transformou o cotidiano da equipe, que apesar de treinar em uma zona rural longe da agitação de Sochi, vive conflitos com a imprensa local.

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A reportagem acompanhou a atividade da equipe nesta quinta-feira, em especial a entrevista coletiva, com a presença de dois jogadores e o auxiliar técnico. A maior parte das perguntas foi em tom de crítica pela atuação em Moscou na derrota para os africanos. "Em número de oportunidade de gols o jogo foi empatado. Os gols deles foram bizarros, muito esquisitos. Em jogos como esses, fazer o primeiro gol é decisivo", minimizou o auxiliar da Polônia, Hubert Malowiejski.

A inesperada derrota na estreia força a Polônia a precisar ganhar os dois jogos seguintes, contra Colômbia e Japão, respectivamente. O temor dos europeus é precisar reagir justamente do time considerado por eles como o maior rival, a Colômbia, que também perdeu na primeira rodada, ao ser surpreendida para o Japão, por 2 a 1.

"A situação do grupo é bem diferente do esperado. A Colômbia era favorita para avançar. Eles têm grandes jogadores, jogam juntos há seis anos sob o comando do mesmo técnico e foram bem na última Copa. Certamente será um jogo complicado", disse o auxiliar da equipe, que na coletiva foi bastante cobrado pelos jornalistas sobre se a comissão técnica havia analisado os pontos fortes de Senegal.

 

A Polônia considerava que avançaria às oitavas de final junto com a Colômbia, mas como as duas equipes perderam na estreia, agora fazem um confronto decisivo, como um mata-mata antecipado. Preocupado com isso, os jogadores explicaram que têm falado entre si sobre como anular os principais adversários, principalmente o meia Cuadrado e James Rodríguez, além do atacante Falcao García.

O zagueiro Jan Bednarek, por exemplo, contou que se reuniu com o companheiro de equipe, o defensor Kamil Glik, para saber de detalhes do estilo de jogo de Falcao García, já que os dois atuam no Monaco. "Temos de analisar os oponentes com cuidado, olhar suas fraquezas e pontos fortes. Se jogarmos o que sabemos, poderemos ganhar. Vamos precisar jogar bem dessa vez", afirmou.

 

 

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