Sob pressão, Palmeiras muda e será ofensivo no Ceará

O Palmeiras tomou várias atitudes para mostrar uma postura totalmente diferente contra o Ceará, neste sábado, a partir das 21 horas, na Arena Castelão, em Fortaleza, pela 18ª rodada da Série B. O elenco levou uma bronca da diretoria, o técnico Gilson Kleina resolveu mandar a campo um time mais ofensivo e o meia chileno Valdivia se livrou da contusão para voltar a jogar. Agora, resta demonstrar o resultado de tudo isso.

CIRO CAMPOS, Agência Estado

31 de agosto de 2013 | 07h05

Já são duas derrotas seguidas. Diante do Boa, no sábado passado, o Palmeiras viu acabar com uma série de 12 jogos sem perder e queimou a gordura que tinha na liderança da Série B - tem agora apenas um ponto de vantagem sobre a Chapecoense. E contra o Atlético-PR, na quarta-feira, o tropeço por 3 a 0 provocou a eliminação na Copa do Brasil.

Por isso, os jogadores começaram o dia reunidos na sexta-feira com o diretor executivo do clube, José Carlos Brunoro, para ouvir um "chacoalhão". A queda na Copa do Brasil causou a revolta da cúpula palmeirense e o alvo foi a aparente acomodação do elenco. O dirigente garantiu que o diálogo foi tranquilo e que as cobranças foram bem recebidas.

"Sempre existe pressão para vencer, mas agora tem mais do que nunca para esquecer a Copa do Brasil. Retomar as vitórias será primordial para manter a tranquilidade que tinha nos garantido uma sequência de bons resultados", afirmou o atacante Alan Kardec.

Poupado da bronca da diretoria, Gilson Kleina chegou a ser elogiado por Brunoro e teve a permanência reafirmada. Assim, ele comandou um treino tático com novidades. A primeira delas foi a presença de Valdivia. Depois de três semanas e cinco jogos afastado, o meia chileno volta a atuar como titular, já recuperado de um edema na coxa direita.

Estrela palmeirense, Valdivia será a peça central de uma formação mais ofensiva que o Palmeiras adotará em Fortaleza. Em vez de um meio-de-campo com três volantes e um meia, o técnico optou por tirar um homem de marcação. Quem sai é Charles, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A formação com dois meias já teve bons resultados recentemente, tendo sido usada geralmente no segundo tempo das partidas que o Palmeiras buscava virar o placar - foi assim contra o Paraná e Paysandu, por exemplo. Agora, o time jogará com os volantes Márcio Araújo e Wesley e os meias Valdivia e Mendieta. Na frente, permanece a dupla Leandro e Alan Kardec.

Outra mudança acontece na defesa. Mas, nesse caso, não é por opção tática ou suspensão. Titular do time, o zagueiro Vilson foi vendido ao Stuttgart, da Alemanha. Com isso, Tiago Alves assume a vaga e passa a ser o companheiro de Henrique.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolSérie BPalmeiras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.