Sob pressão, Santos recebe o Danubio

Pressionado pela derrota contra o Bolívar na estréia da Copa Libertadores da América, o Santos enfrenta nesta quinta-feira 19h15, na Vila Belmiro, o Danubio, do Uruguai, com a obrigação de vencer para não complicar o futuro do time na competição continental. Mais uma vez, os santistas esperam um adversário retrancado e Oswaldo de Oliveira chamou a atenção de seus jogadores para a característica própria dessa desconhecida equipe: marca bem e joga com três atacantes.Por conta disso, comandou os treinos desta semana com o objetivo de aproveitar os erros do adversário na saída ao contra-ataque e quer ver seus jogadores tomando a bola e saindo com muita rapidez em direção ao gol adversário. Ele ainda não definiu se escala Fábio Baiano no meio-de-campo, tirando Basílio, ou mantém a formação com três atacantes, que está dando certo no Paulista. "Eles vão marcar muito forte e atacar com três jogadores", disse Deivid, mesmo antes de saber que o Danubio jogará com linha de quatro jogadores na defesa e três volantes. Ele entende que, com a vitória do Danubio sobre a LDU na primeira rodada, um empate será considerado bom resultado pelo adversário. "Não é o nosso caso", disse ele, revelando que só a vitória interessa, pois o Santos perdeu na estréia para o Bolívar e vai jogar a próxima partida novamente na altitude, enfrentando a LDU, no Equador. "Temos um grande compromisso com essa vitória, pois se não conseguirmos esses três pontos, as coisas podem complicar", alertou o atacante.Enfrentar adversários retrancados não é uma novidade para os santistas, mas mesmo jogando em casa, em determinados momentos a pressão da torcida pesa, principalmente quando o time não consegue marcar um gol logo no início do jogo. "Quando não conseguimos fazer o gol logo, a torcida pressiona os jogadores, não entendendo o que se passa dentro de campo", disse o meia Tcheco. "Nessas ocasiões, o nervosismo toma conta e isso não pode mais acontecer", emendou.Com esse problema a mais, os jogadores santistas sabem que precisam de tranqüilidade para administrar a partida e obter a vitória. "Se quisermos resolver o jogo logo nos primeiros quinze minutos, pode complicar", adverte o experiente Deivid. "Temos, então, de tocar a bola com muita tranqüilidade para furar o bloqueio que o adversário vai armar", completou.No jogo de domingo contra o São Caetano, os santistas não foram envolvidos pela pressão do torcedor. "Conseguimos manter a calma e vencemos", lembrou Tcheco, que tem conversado com os colegas mais antigos no clube sobre isso. "Eles dizem que os torcedores estão apoiando muito mais a equipe agora".Tcheco concorda com Deivid sobre a responsabilidade desse jogo contra o Danubio. "É uma equipe alta, que não venceu a LDU à toa", comentou. "É preciso tomar muito cuidado com o que vamos fazer e precisamos ter precaução para não sermos surpreendidos".Na quarta-feira, os jogadores treinaram exaustivamente jogadas de bola parada, só terminando o ensaio quando escureceu. Na véspera, o treinamento de 50 minutos deu prioridade para a saída de bola, na neutralização dos contra-ataques adversários e a movimentação rápida em direção ao gol. Filmagens e fotos foram proibidas, para evitar que o técnico do Danubio tomasse conhecimento das jogadas ensaiadas.Cartilha - Com a crise aberta em relação a Carlos Braga, chefe do departamento médico, os funcionários do Santos terão logo uma cartilha em que serão definidas as funções de cada um. Essa informação ocorreu durante a reunião em que foi ?lavada a roupa suja? e acabou fortalecendo a posição de Braga. Nesse encontro ficou definido o que já vinha ocorrendo e que começou a ser contestado na semana passada: atividades de fisioterapeutas, nutricionista e outras ficarão subordinadas a Braga.

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