Sob pressão, São Paulo busca a reabilitação no Morumbi

O cenário ideal do São Paulo projetava a equipe entrando em campo contra a Ponte Preta, neste sábado, às 21 horas, no estádio do Morumbi, pela 18.ª rodada do Campeonato Brasileiro, para solidificar a sua posição no G-4 e iniciar a luta pela liderança. Três derrotas seguidas depois e a realidade se alterou totalmente. Vindo de uma péssima exibição contra o Náutico (derrota por 3 a 0), o clube tricolor agora precisa da vitória a qualquer custo para não ver a sua situação comprometida antes mesmo do fim do primeiro turno. Uma nova derrota em casa e a equipe pode ficar a nove pontos do G-4.

FERNANDO FARO, Agência Estado

18 de agosto de 2012 | 08h33

O tropeço no Recife ligou o sinal de alerta não só pelo placar dilatado como pelos muitos erros de posicionamento e pela falta de capacidade de reação contra uma equipe que tem uma das piores defesas da competição. O São Paulo foi facilmente dominado do início ao fim e só não saiu com um vexame maior por causa do goleiro Rogério Ceni.

Pressionado pelo fraco desempenho desde que assumiu o comando (cinco derrotas, um empate e quatro vitórias), o técnico Ney Franco admite que é preciso reagir logo para não ficar para trás. "Temos estudado e convivido com os jogadores. E após um jogo como contra o Náutico você vê os erros de marcação e posicionamento, você confronta com as falas de alguns jogadores e vê o que acontece. É preciso de mudança em todos os sentidos, de postura, envolvimento", cobrou.

A equipe deve ter algumas mudanças em relação ao último jogo. Duas são confirmadas: Rhodolfo, suspenso, e Douglas, com uma contratura na coxa esquerda, estão fora. A ausência do lateral-direito pode fazer Ney Franco até mesmo trocar o esquema e passar para o 4-4-2 com Rodrigo Caio na lateral e Paulo Assunção no meio. Edson Silva deve formar dupla de zaga com Rafael Toloi e mandar o contestado João Filipe para o banco.

Mas nem tudo é má notícia no Morumbi. Mais de um mês longe da equipe por causa dos Jogos Olímpicos, Lucas está de volta ao time e formará dupla de ataque provavelmente ao lado de Ademilson. Caso mantenha os dois velocistas, Cícero, que vinha se destacando mesmo improvisado no ataque, pode ganhar uma chance no meio. "Eu não gostaria de falar sobre escalação porque posso dizer algo agora e amanhã (sábado) aparecer com uma coisa totalmente diferente. Infelizmente, desta vez a escalação será conhecida no vestiário", despistou Ney Franco.

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