Sob pressão, São Paulo joga contra o Bahia no Morumbi

Nem parece que nesta quarta-feira, às 21 horas, no estádio do Morumbi, o São Paulo enfrentará o Bahia em jogo adiantado da 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do compromisso, adiantado pela CBF para o clube tricolor paulista poder disputar a Copa Suruga Bank, no Japão, no início de agosto, o assunto que tem dominado o clube desde a última sexta é quem será o sucessor do técnico Ney Franco, demitido após a derrota para o Corinthians, na primeira final da Recopa Sul-Americana.

FERNANDO FARO, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 08h44

E, enquanto a diretoria trabalha para contratar o técnico Paulo Autuori rapidamente, os jogadores precisam reagir em campo para apagar a má impressão deixada na derrota para o Santos, no último fim de semana. Motivação para eles não falta, a começar pela possibilidade de mostrar serviço para o provável novo chefe.

Como sempre acontece em trocas de comando, atletas que vinham tendo poucas oportunidades vislumbram a chance de uma volta por cima, fato acentuado pelos desfalques que o São Paulo terá nesta quarta. Os volantes Wellington e Denilson, suspensos, juntam-se aos lesionados Rafael Toloi (zagueiro) e Douglas (meia) no grupo dos que certamente ficarão fora da partida.

Outras substituições podem acontecer por opção do interino Milton Cruz. O lateral-esquerdo argentino Clemente Rodríguez, que chegou recentemente ao clube, deve ganhar uma oportunidade no lugar do contestado Juan. "Vou conversar com ele e sentir o que ele pensa. Dependendo, já posso utilizá-lo de início", indicou Milton, que deve dar chance ao jovem Lucas Farias na lateral direita e recolocar Rodrigo Caio no meio, ao lado de Maicon.

Quem pode perder o lugar é Paulo Henrique Ganso, que saiu vaiado do jogo contra o Santos. Milton Cruz estuda a possibilidade de escalar o time com três atacantes e o paraense seria o sacrificado para a entrada de Aloísio. "Já tenho uma base, mas vou ver o jogo inteiro deles (do Bahia) contra o Corinthians e uns jogos anteriores que eles fizeram fora de casa para ver a formação utilizada".

Se a equipe titular ainda é nebulosa, certo mesmo é que outro tropeço em casa jogará ainda mais lenha na fogueira entre torcida e jogadores. Contra o Santos, sobraram vaias e pedidos de "raça", um mantra cada vez mais entoado pelos são-paulinos insatisfeitos com o rendimento do time. Se vencer os baianos, o São Paulo chegará à terceira posição, com 11 pontos e uma partida a mais do que os concorrentes.

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