Sob vaias, Brasil cede empate por 2 a 2 ao Chile no Mineirão

Brasil saiu atrás no placar, igualou, virou o jogo, mas acabou tudo igualou em Belo Horizonte

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

25 de abril de 2013 | 00h14

SÃO PAULO - A

A resposta do Brasil veio aos 15 em chute forte e rasteiro de Jadson que morreu no pé da trave direita do goleiro Johnny Herrera. O bom lance acabou sendo ofuscado pela bicicleta de Rubio, rente à trave esquerda de Cavalieri, aos 22.

Passado o susto inicial, a seleção se equilibrou em campo, mas não escondia a dificuldade de superar a marcação adiantada do Chile. "Ele estão marcando muito forte", admitiu Réver, na saída para o intervalo. "O time deles está apertando muito, temos que nos movimentar mais para achar os espaços", reforçou Jean.

Sem conseguir penetrar na defesa rival, restou ao Brasil chegar ao empate em lance de bola parada. Aos 24, Neymar cobrou escanteio na área e Réver se redimiu da falha da defesa brasileira ao subir alto e cabecear para as redes. Cinco minutos depois, o mesmo zagueiro derrubou Meneses dentro da área e esteve perto de virar vilão. O árbitro mandou o lance seguir.

O gol não só animou o público mineiro como também reforçou a confiança dentro de campo. O time de Felipão reequilibrou o duelo e passou a trocar passes com maior rapidez no meio-campo. Assim, construiu sua melhor jogada aos 34. Jean acionou Neymar, livre na esquerda. O atacante encheu o pé e mandou para fora. A bola chegou a raspar no travessão.

Mais animado, Felipão fez mudanças na defesa e no ataque para o segundo tempo. Trocou Dedé por Henrique e colocou Pato na vaga de Leandro Damião. A segunda substituição deu resultado logo aos 9 minutos. Pato participou de boa trama que culminou em passe açucarado para Neymar só completar para o gol.

A virada, contudo, durou pouco tempo. Aos 18, Vargas investiu pelo meio, cortou Jadson e marcou um belo gol ao acertar chute de fora da área. O duelo voltou a ficar parelho, mas com menor rendimento dos dois lados quando os treinadores iniciaram os testes com seguidas substituições.

Pelo Brasil, Fernando, Oswaldo e Marcos Rocha ganharam chance no segundo tempo. E pouco mostraram em campo. O atacante do São Paulo ainda protagonizou pênalti não marcado por Carlos Amarilla, aos 41. E, assim como os demais jogadores da seleção, sofreu com vaias e até gritos de "olé" em benefício da seleção chilena nos minutos finais do amistoso.

BRASIL 2 x 2 CHILE

BRASIL - Diego Cavalieri; Jean (Marcos Rocha), Réver, Dedé (Henrique), André Santos; Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Oswaldo), Ronaldinho; Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CHILE - Johnny Herrera; Alvarez, Rojas, González, Mena; Leal, Meneses (Muñoz), Reyes, Cortes (Fuenzalida); Rubio (Figueroa) e Vargas (Robles). Técnico: Jorge Sampaoli.

GOLS - González, aos 7, e Réver, aos 24 minutos do primeiro tempo. Neymar, aos 9, e Vargas, aos 18 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Ronaldinho, Alvarez, Muñoz, Fernando.

CARTÃO VERMELHO - Leal.

ÁRBITRO - Carlos Amarilla (PAR).

RENDA - R$ 3.255.205,00.

PÚBLICO - 53.331 pagantes.

LOCAL - Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

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