Sílvio Ávila/EFE
Sílvio Ávila/EFE

Sobreviventes da Copa do Mundo lutam por espaço na seleção

Só sete jogadores de 2014 fazem parte do grupo da Copa América

ALMIR LEITE E GONÇALO JÚNIOR / ENVIADOS ESPECIAIS A TEMUCO, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2015 | 07h00

O que mudou no estilo de jogo da seleção brasileira depois do vexame na Copa do Mundo? Não houve uma caça às bruxas, algumas jogadores permanecem para a Copa América. Ao substituir Felipão, Dunga provocou mudanças graduais, mas profundas, principalmente no modo de pensar o jogo. 

Implantou um futebol compactado, forte na defesa, veloz ao atacar (ou contra-atacar) e prega o jogo coletivo, com todos se doando em prol do time. Tomou medidas importantes para tornar o time mais equilibrado defensivamente, talvez esse seja seu grande mérito nas dez vitórias nos últimos dez amistosos da seleção.

O treinador acha simplista falar que a seleção “apenas” marca bem. “Talvez a palavra não seja marcação, mas preenchimento de espaços. Os jogadores são maduros, inteligentes, jogam em equipes em que treinadores cobram compactação”, explica.

Mesmo com a supervalorização do jogo coletivo, ele não abre mão do talento de improvisação de Neymar, alternativa primordial quando as coisas não vão bem durante um jogo. Nesse sentido, a seleção se tornou mais forte atrás, mas continua dependente de Neymar. 

Dos 23 jogadores da última Copa, apenas sete fazem parte do grupo da Copa América: Neymar, a grande estrela da seleção, Jefferson, David Luiz, Fernandinho, Thiago Silva e Willian. Além de Daniel Alves, que foi convocado em cima da hora por causa do corte de Danilo.

Na Copa, Neymar, David Luiz e Thiago Silva eram titulares absolutos. Fernandinho e Willian jogaram regularmente, mas Jefferson nem sequer atuou. Os outros são titulares, inclusive Daniel Alves, nesse caso mais pela inexperiência de Fabinho. Thiago Silva perdeu o lugar para Miranda na zaga. David Luiz se sustentou, mas não parece um titular absoluto. 

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