Sobrinha de árbitros, bandeirinha Patricia Carla sonha com vaga na CBF

Auxiliar dá continuidade à tradição familiar no futebol e se prepara para seguir caminho dos tios

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2014 | 17h45

SÃO PAULO - Na família Oliveira a incomum dinastia profissional foi passada de tios para sobrinha. É Patricia Carla, de 32 anos, que dá continuidade ao ofício de Luiz Flávio e Paulo César. Porém, a professora de educação física, moradora de Cruzeiro (SP), seguiu caminho um pouco diferente e em vez de ser árbitra, optou pelo cargo de bandeirinha.

Desde 2004 Patrícia está no quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) e neste ano atuou em cinco partidas da primeira fase do Estadual, incluindo um jogo do Palmeiras e outro do Santos. "Foi totalmente por causa dos meus tios que entrei na arbitragem. Falo com os dois sempre sobre o nosso trabalho, para tirar dúvidas. Ainda treinamos juntos quando é possível", contou.

O primeiro da família a seguir a carreira foi Paulo César, que pertence ao quadro da Fifa. A posição de prestígio lhe implica ter de viajar com frequência para apitar as partidas e assim, nem sempre consegue ver a sobrinha. O irmão mais novo dele é Luiz Flávio, que tenta seguir o mesmo caminho de sucesso.

Com dois bons exemplos entre os Oliveira, a família já estava satisfeita com os dois irmãos. Mas há dez anos a mesma paixão pelo futebol foi despertada em Patrícia. A carreira dela começou acidentalmente. "Estava como mesária em um campeonato no interior de Minas Gerais. Mas como faltou um assistente, trabalhei como bandeirinha e gostei", afirmou.

Agora a ocupação se torna cada vez mais séria, assim como os treinos. O foco é se preparar fisicamente para realizar o sonho de atuar em jogos do Campeonato Brasileiro. A realização será ainda maior se conseguir trabalhar ao lado de um dos tios, coincidência capaz de deixar a família orgulhosa e preocupada.

"Minha avó sofre bastante ao ver a gente trabalhando. Meu pai (irmão de Paulo Cesar e Luiz Flávia) só foi ao estádio uma vez para me ver em um jogo. Era na Copinha e ele não aguentou os xingamentos da torcida", brincou Patrícia.

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