Sobrinho de Muricy usa método holandês em escola de futebol

Sobrinho de Muricy usa método holandês em escola de futebol

Mário Ramalho tem grande experiência no futebol profissional

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2015 | 17h00

Mário Ramalho é um dos professores do projeto Cruyff Court. Formado em Educação Física, fez estágios em várias equipes profissionais, como o sub-15 do São Paulo, no Fluminense, quando a equipe foi campeã brasileira em 2010, e treinou o sub-17 da Portuguesa. Tem, portanto, grande experiência no esporte de alto rendimento. “Procuro trazer essa experiência para cá, aliando a experiência de campo com as regras Cruyff”, diz o treinador. 

O leitor mais atento já se perguntou se o nome Ramalho é o mesmo do ex-treinador do São Paulo, que se afastou para realizar uma cirurgia na vesícula - realizada na quinta-feira e bem-sucedida. Sim, é o mesmo nome. Mário é sobrinho de Muricy. O profissional conta que se sente mais parecido com o tio do que com o próprio pai, outro Mário, que também foi jogador de futebol. “Todos contam que meu pai foi ainda melhor jogador do que meu tio.” 


A semelhança não é só física. Mário conta que saiu da Portuguesa porque resistia à influência da diretoria em seu trabalho, com a indicação de jogadores não só por critérios técnicos. “Aqui podemos aplicar os conhecimentos científicos que aprendi. Futebol tem muita politicagem. Não gosto disso”, diz o sobrinho de Muricy. 

Apaixonado pelo trabalho em uma região carente, Mário explica que o trabalho com o método Cruyff envolve cidadania, ética e formação de caráter, mas tecnicamente também pode formar jogadores de futebol. “É um método até mais eficiente do que o tradicional. O aluno aprende a técnica jogando, resolvendo os problemas. Isso faz a diferença lá na frente”, diz o professor de 32 anos. 


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