Albert Gea / Reuters
Albert Gea / Reuters

Sócios abrem processo para tirar presidente do Barcelona

São necessárias 16.570 assinaturas para derrubar Josep Maria Bartomeu

Luis Filipe Santos, Estadão Conteúdo

14 de setembro de 2017 | 13h40

Sócios do Barcelona estão reunindo assinaturas para abrir um processo de impeachment contra o presidente Josep Maria Bartomeu. O prazo termina na sexta-feira e são necessárias assinaturas de 15% dos sócios do clube, o correspondente a 16.570 pessoas. Caso o número seja alcançado, em dez dias uma comissão será formada para avaliar se os requisitos para dar prosseguimento ao processo foram atingidos.

Se a comissão aprovar o processo de impeachment, em mais dez dias o clube convocará um referendo. Para o presidente do catalão perder seu cargo, são necessários dois terços dos votos dos sócios. Bartomeu, presidente do Barcelona desde janeiro de 2014, está no segundo mandato consecutivo e é acusado de corrupção em negociações de jogadores.

Uma atuação considerada ruim na janela de transferências, perdendo Neymar e contratando reforços que não agradaram à torcida, como Paulinho e Deulofeu, e duas derrotas na Supercopa da Espanha para o grande rival Real Madrid fizeram a paciência de parte da com o presidente do clube acabar. Informações contraditórias nas renovações de contratos de Messi e Iniesta (os jogadores desmentiram membros da diretoria) e empréstimos de garotos da base são outras razões que aumentaram o desgaste.

Os problemas, porém, não começaram recentemente. “Ele concordou em condenar o clube por um problema fiscal e pagar uma multa de 6,5 milhões de euros (aproximadamente 24 milhões de reais, na cotação atual) para salvar a si mesmo e a (ex-presidente do clube Sandro) Rosell da cadeia”, aifrmou Agustí Benedetto, que concorreu contra Bartomeu nas últimas eleições presidenciais ao site ESPNFC, sobre o caso da contratação de Neymar, que foi investigado pela Receita Federal Espanhola.

Rosell foi preso posteriormente por lavagem de dinheiro em caso envolvendo a seleção brasileira. Benedetto argumenta que a proximidade entre o ex-presidente e o atual, que são amigos e integrantes do mesmo grupo político, é mais uma razão para tirar Bartomeu do cargo. Joan Laporta, outro ex-presidente do clube, e Toni Freixa, que também foi derrotado nas últimas eleições, apoiam o movimento contra Bartomeu.

A diretoria do clube, entretanto, tenta se defender alegando que realizar esse tipo de votação em meio à temporada não é adequado. “Somos um clube democrático, possuído por todos os nossos sócios, e diferentemente dos outros clubes, aqui os sócios são livres para fazer (processo de impeachment). Dito isso, acreditamos que seria mais apropriado realizar o voto de censura no fim da temporada, quando você pode fazer uma avaliação completa, em termos esportivos e de diretoria. Não deveria ser apresentado depois que a temporada já começou”, declarou Jordi Cardoner, vice-presidente do Barcelona, ao site oficial do clube.

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