Sócios da MSI desconhecem investidores

A MSI do Brasil muda seus sócios e passa a ter como financiadoras, além da MSI de Londres, duas empresas consolidadas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas: a Devetia e a Just Sport. A informação foi dada hoje ao Ministério Público-SP, por dois advogados do escritório Veirano, na capital paulista. O promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, convocou os dois atuais sócios da MSI local, Carlos Fernando Marques e Maurício Fleury, além de Alexandre Verri, ex-integrante da sociedade, para que eles esclarecessem de onde vem o dinheiro que sustenta as operações do fundo de investimentos. Verri foi o primeiro a depor, seguido por Marques. "Não souberam dizer quem eram os investidores e disseram nunca ter se interessado por tal informação", contou Carneiro. Por ter faltado luz, a conversa com Fleury foi adiada. "Já temos provas de que uma pessoa física recebeu pelo clube US$ 2 milhões enviados da Geórgia. Vamos buscar o responsável por esse depósito", disse o procurador. Na Geórgia vive o milionário Badri Patakatsishvili, dono do Dínamo de Tbilisi. Alberto Dualib, presidente do Corinthians, havia dito que Badri financiava os negócios de Kia Joorabchian. O executivo nega. Os laços com a Geórgia estão cada vez mais estreitos. Hoje, o diretor de Futebol corintiano, Andres Sanchez, informou que três atletas do Corinthians, Renato (zagueiro), Rafael Silva (atacante) e Jonatas (goleiro) já estão no Dínamo de Tbilisi. Com eles, foi o preparador físico Ricardo Rosa. E vem troca por aí. "No mês que vem chegam quatro jogadores de lá", contou Sanchez. "Ah, os nomes eu não sei, e eu lá entendo georgiano?"

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2005 | 19h59

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