Sócios do Palmeiras votam extensão do mandato do presidente

Affonso Della Monica quer permanecer como presidente do clube alviverde até a Copa do Mundo de 2014

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2008 | 10h51

O ano de 2009 do Palmeiras está nas mãos de seus associados. Neste sábado, eles votarão a favor ou não da prorrogação do mandato de Affonso Della Monica até novembro. Caso o resultado seja negativo ao atual mandatário, as eleições para presidente vão ocorrer no fim de janeiro.Veja também: Oposição palmeirense tenta impedir votação deste sábado Libertadores faz Palmeiras aumentar valor de patrocínio  Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoA briga política entre integrantes da situação e oposição ferve há meses no clube. A votação deste sábado é mais uma, se não a principal, rixa entre eles. Até conselheiros e diretores influentes da situação eram contra a articulação de Della Monica para mudar o estatuto do clube - tanto que o Conselho Deliberativo votou contra no pleito ocorrido em outubro.Mesmo em situação desfavorável, o presidente tratou de arrumar um jeito para levar a votação aos associados - um feito irregular, na opinião da turma do ex-presidente Mustafá Contursi. Na noite de quinta-feira, a oposição entrou na Justiça, mas não conseguiu barrar a votação. Para Della Monica se dar bem, precisa conseguir dois terços das urnas - cerca de 8.500 associados têm direito a voto e, para que o pleito ocorra, é necessário que 10% deles estejam presentes.Provável candidato a presidente pela oposição, caso haja eleições em janeiro, Roberto Frizzo critica Della Monica. "Ele reclamava do Mustafá, que ficou anos no poder, e agora quer fazer o mesmo", contou. "Isso não existe. Mas estamos confiantes de que o associado irá votar contra." A oposição ainda reclama que Della Monica, se vencer hoje, terá dispositivos a seu poder para conseguir se perpetuar no cargo - o sonho do cartola é ficar até a Copa do Mundo de 2014.Seraphim del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, diz que a situação da votação é legal juridicamente. "Quando [a proposta] foi recusada no Conselho, consultei diversos advogados que falaram que é obrigatório a manifestação dos sócios. O órgão máximo do clube é a Assembléia Geral", explicou o cartola, que é contra a prorrogação do mandato de Della Monica. "Isso podia ser evitado, sou contra qualquer mudança", contou. "Já havia brigado com o Mustafá por causa disso."Outros itens fazem parte das reformas no estatuto do clube, como a implantação das urnas eletrônicas em toda eleição (neste sábado ela será utilizada e a oposição exigiu que fiscais estejam atentos), mudança no calendário eleitoral e que os sócios já possam votar depois de um ano no clube, por exemplo - hoje essa carência é de três anos.Seja qual for o resultado, Seraphim está temeroso pelo futuro do clube. "Independentemente do que aconteça, haverá seqüelas. É preciso que as pessoas pensem mais no clube do que no lado pessoal."

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