Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Sócios votam aprovação do novo estatuto do São Paulo neste sábado

Votação acontece na sede social do clube, no Morumbi, entre 9 e 14 horas

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2016 | 21h23

Uma Assembleia Geral decidirá pela aprovação do novo estatuto do São Paulo neste sábado. O presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, convocou os sócios para participarem da votação, que ocorrerá das 9h às 14h, na sede social do clube, ao lado do estádio do Morumbi.

O texto final, que contou com propostas e sugestões encaminhadas pelos associados, foi aprovado por unanimidade no Conselho Deliberativo na primeira quinzena de novembro e agora, para entrar em vigor, terá de passar pelo crivo dos sócios.

Para Leco, o clube vive um momento histórico. "É um marco de modernização e crescimento do São Paulo na sua estrutura organizacional. Ele nasceu de uma iniciativa minha, quando ainda era presidente do Conselho Deliberativo. Provoquei esse tema. Se desenvolveu com dificuldade, questionamentos, de uma forma muito positiva, ao longo deste tempo, e que se deve coroar neste sábado pela aprovação dos sócios", afirma.

Entre os principais pontos do novo estatuto está a criação de um Conselho de Administração, órgão de deliberação colegiada composto por nove membros que irá auxiliar na definição das metas da gestão, além de fiscalizar os atos da diretoria. O texto prevê ainda o fim da reeleição dos presidentes, agora com mandato único de três anos, a criação de uma diretoria profissional remunerada e a alteração da data da eleição de abril para dezembro.

"É um instrumento moderno, de determinação de uma administração séria, que não depende mais de decisões personalistas, individualistas, mas de um pensamento mais aberto, mais colegiado, mais modernizado", avalia Leco, que não vê o enfraquecimento da posição do presidente. "Não perderá força pela simples estrutura. Ele terá sua condição de representação do clube, de figura maior, de ser o prócer que representa o São Paulo", continuou.

"Ele estará acompanhado por pessoas de sua própria indicação, da indicação do Conselho Deliberativo, do Conselho Consultivo. Ou seja, dando pluralidade à administração. Não ter mais aquilo do presidente manda, ele faz, desfaz. Não é assim. Aliás já não é assim. Depende de quem exerce. Comigo não é assim. Sou democrático. Trabalho de uma forma indissoluvelmente ligada e dependente dos diretores que nomeei", encerrou Leco.

As mudanças, se forem aprovadas pela Assembleia Geral, só serão válidas a partir de abril de 2017, quando acontece o pleito para eleger o próximo presidente.

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