Sócrates critica e Zico apóia mudança

Sócrates e Zico, dois grandes ex-jogadores da seleção brasileira, assumiram opiniões opostas quanto ao Calendário Quadrienal (2002/2005) do Futebol Brasileiro, divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesta terça-feira, em um hotel da zona sul do Rio. Enquanto o primeiro demostrou descrença quanto às novas medidas anunciadas, o segundo está otimista.Para Sócrates, que assumiu desconhecer as novas medidas, o Calendário Quadrienal é uma "brincadeira" e "de nada vai adiantar" para a melhoria do futebol. "Este calendário é uma grande mentira e é mais um acordo deste cartel que não está interessado em organizar o futebol", afirmou ele, que citou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, a Traffic e a Pelé Sports & Marketing, como integrantes deste cartel.?Anticandidato? à presidência da CBF, Sócrates disse que, somente se houver uma mudança no estatuto da entidade, sua candidatura será viável. O ex-jogador questionou sobre quais seriam os cinco presidentes de Federações que teriam a coragem de indicar seu nome para concorrer a presidência (o estatuto exige que para ser candidato, a pessoa precisa do apoio de, no mínimo, cinco presidentes de Federação Estadual).Mais otimista do que Sócrates, Zico lembrou que, quando foi secretário de Esportes, já havia proposto a descentralização do poder da CBF, além da criação das Ligas para administrarem os campeonatos. O ex-jogador e dono da equipe do CFZ, questionou somente o critério para a escolha dos participantes dos novos campeonatos estaduais."Acho que as Ligas devem poder interferir nas organizações dos campeonatos estaduais. Isso não poder ser feito por convite ou por um ranking já criado. Se é para zerar, vamos zerar tudo", considerou Zico, durante uma cerimônia na Assembléia Legislativa do Rio para homenagear Sócrates.

Agencia Estado,

26 de junho de 2001 | 17h55

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