"Somos grandes também", diz César

Após a vitória sobre o São Paulo, por 4 a 2, os jogadores do Palmeiras saíram de campo com a sensação de dever cumprido: o de mostrar que, como tentavam ressaltar durante a semana, o teórico favoritismo do adversário, que vinha de seis goleadas, não era tão grande quanto muitos pensavam. "Somos grandes também", anunciou o zagueiro César após o jogo. Alex, o destaque do jogo, preferiu elogiar o trabalho tático de Vanderlei Luxemburgo. O técnico colocou três volantes em campo como era esperado. A surpresa, no entanto, ficou por conta da atitude do time que, muito agressivo, atropelou a equipe comandada pelo técnico Nelsinho Baptista logo de início e marcou três gols. "Ele realmente armou bem a equipe para a partida", disse o meia. O jogador fez um agradecimento especial a Luxemburgo que, antes do jogo, lhe dispensou uma atenção diferenciada que o ajudou a superar a dificuldade de ainda não estar atravessando sua melhor forma física. "Ele chegou a conversar comigo por dez minutos em particular na concentração", confidenciou Alex. A preleção, segundo ele, foi feita em torno das conquistas de sua carreira no futebol. Sobre o gol antológico que marcou - antes do chute final deu um ´chapéu´ em Émerson e outro em Rogério Ceni - Alex preferiu uma atitude humilde e não pediu uma placa. "A beleza plástica do gol foi menos importante do que o que ele representou para o time", afirmou no intervalo. Após a partida, Luxemburgo elogiou a técnica do time do São Paulo, mas ressaltou as qualidades de sua equipe. "A movimentação deles é bonita de se ver, mas eles também têm defeitos e nós soubemos aproveitar", disse o treinador. "Estávamos liderando a competição por trabalho nosso." Outro jogador particularmente feliz foi o volante Claudecir, que depois de passar por momentos de provação, experimentou o sabor de uma grande vitória. "Em primeiro lugar, gostaria de dedicar ao meu pai que fez aniversário nesta quarta-feira", dizia o jogador. O filho, que sempre acompanhou sua carreira, de perto, também não foi esquecido.

Agencia Estado,

21 Março 2002 | 00h08

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