Sorteio de árbitro do clássico divide opiniões

Diretoria do Corinthians não gostou nada de saber Rodrigo Braghetto apitará jogo contra o Palmeiras

Daniel Akstein Batista e Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2008 | 20h04

A diretoria do Corinthians não gostou nada do sorteio da arbitragem para o clássico de domingo, diante do Palmeiras, no Morumbi. Rodrigo Braghetto, 13.º do ranking ouro da Federação Paulista de Futebol (FPF), levou a melhor sobre Wilson Luiz Seneme, o 2.º, que também pertence ao quadro da Fifa. Veja também:  Corinthians adota a 'filosofia' de outrora do Palmeiras Corintianos não vêem descanso como vantagem para o clássico Mano Menezes esconde time do Corinthians para o clássico Herrera: 'Ainda não me sinto titular do Corinthians' Corinthians e Palmeiras devem jogar com seus uniformes 3 no clássico? STJD cancela punição de presidente do Corinthians  "Mostra que não adianta reclamar. A gente fala para colocar os mais experientes, pois se eles erram não temos o que dizer, e eles (FPF) insistem com nomes que ninguém conhece", reclamou Nenê do Posto, diretor de Futebol. "Agora, é rezar para ele ir bem. Só rezando mesmo." A declaração corintiana diverge da opinião do Palmeiras, que aprovou o árbitro do clássico. "Acho que foi uma escolha com critério, ele (Rodrigo) tem condições de ir bem", disse o diretor de Futebol Savério Orlandi. "É um árbitro tranqüilo, que vai ter o teste de fogo no domingo. Espero que ele tenha sucesso", disse o cartola. "Já apitou jogos nossos (0 x 3 para o Guaratinguetá, no dia 6) e foi bem." Enquanto Savério elogia e evita atritos com a FPF, Nenê seguiu com sua ira. "A Federação quer preservar os árbitros mais experientes para o quadrangular final. E, pelo que vejo, poucos times aqui da capital, no máximo dois, estarão nas semifinais. Vai ser esvaziado e estar guardando para quê?", questionou. "Devem estar colocando estes árbitros justamente para derrubar os times grandes." A revolta corintiana contra os homens do apito se acirrou após o jogo de domingo, diante da Ponte Preta, em Campinas, quando um gol legítimo de Acosta foi anulado e um pênalti em André Santos não foi marcado. O Palmeiras também não fica atrás nas reclamações - o técnico Vanderlei Luxemburgo foi expulso do jogo contra o Rio Preto (1 a 1, no sábado) e, depois, criticou Marcos Marinho, chefe da comissão de arbitragem da FPF - por isso, será julgado na segunda-feira e pode pegar até um ano de gancho. Braghetto já apitou dois jogos do Corinthians. E em um deles também causou revolta. No dia 10 de fevereiro de 2005, no Pacaembu, o time recebeu o Rio Branco e vencia por 1 a 0, quando Carlos Alberto - hoje no São Paulo - caiu dentro da área. O árbitro deu cartão amarelo para o jogador que, revoltado, reclamou. Acabou expulso. O time teve forças, após ver o rival empatar, e venceu por 3 a 1. No ano seguinte, também no mês de fevereiro, Braghetto trabalhou nos 4 a 1 sobre o Santo André. Desta vez, contudo, passou despercebido. Nem o fato de ter trazido sorte para a equipe de Parque São Jorge parece convencer Nenê. "Meu medo é que ele entre na onda do Valdivia, que é um baita cai-cai. Ou na do Luxemburgo, que estará fazendo pressão na beirada do campo. A oração terá de ser grande", repetiu o desconfiado dirigente.

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