Nelson Antoine/AP
Nelson Antoine/AP

'Sou melhor hoje do que era ontem', diz Dunga após 3 a 0 no Peru

Técnico admite que passou a estudar mais os adversários

Raphael Ramos, enviado especial a Salvador, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2015 | 07h15

As variações táticas apresentadas pela seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo são, na visão de Dunga, reflexo da sua evolução profissional. O treinador admitiu após a vitória por 3 a 0 sobre o Peru, terça-feira, em Salvador, que ultimamente passou a, por exemplo, estudar mais os adversários. 

"Seguramente fecho o ano com mais certezas. Uma delas é que sou melhor hoje do que era ontem. Isso é um ponto positivo. Todo mundo fala de mudança tática e sistema, mas, quando treinador no Brasil muda a equipe, cai o mundo e falam que ele não repetiu a equipe. Na Europa, quando o treinador muda o sistema, a forma de jogar e os jogadores, falam que o cara é fantástico. Tentei me aprimorar, buscar opções. Estudei o adversário, como ele joga e suas características", disse o treinador.

Com sete pontos em quatro rodadas, o Brasil está na terceira colocação das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Os próximos jogos da equipe serão em março contra Uruguai (em casa) e Paraguai (fora).

Contra o Peru, além do zagueiro Gil, que entrou no lugar de David Luiz, suspenso, Dunga fez mais duas mudanças em relação ao time titular do empate por 1 a 1 com a Argentina na semana passada. O treinador colocou Renato Augusto na vaga de Lucas Lima e Douglas Costa no lugar de Ricardo Oliveira.

Com as alterações, a seleção atuou no esquema 4-1-4-1 e deixou de contar com um centroavante fixo para ter Neymar como "falso 9" e Douglas Costa e Willian abertos pelas laterais do campo. "Não queria dar referências aos dois zagueiros do Peru e as duas alas teriam mais facilidade para atacar. Continuaríamos sendo agudos, com mais velocidade", explicou Dunga.

De acordo com o treinador, todas as mudanças que ele tem feito na equipe são para que o jogo coletivo da seleção favoreça a individualidade de cada jogador. "A ideia é tentar encaixar a nossa formação com o adversário para termos supremacia naquilo que é a nossa maior virtude, que é a qualidade técnica", disse.

 

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