'Sou o melhor para o Palmeiras', diz Gareca após derrota

Treinador palmeirense é enfático quanto à permanência, mas mostra abatimento após a partida contra o Internacional, no Pacaembu

DANIEL BATISTA, Estadão Conteúdo

30 de agosto de 2014 | 21h53

Apesar da situação delicada no Campeonato Brasileiro, o técnico Ricardo Gareca continua no comando do Palmeiras e neste sábado, pela primeira vez, deu uma entrevista mostrando muito abatimento e em alguns momentos até irritação. "Temos qualidade no time e força para sair dessa situação. Se a diretoria confia em meu trabalho, vamos seguir até o fim", avisou.

Ao ser questionado sobre seu limite, deixou claro que não pretende abandonar o barco. "Dirigir o Palmeiras é o que melhor aconteceu em minha carreira. Quero seguir, porque nunca tive um rebaixamento na carreira", afirmou, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, no Pacaembu, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Gareca assegura que não tem dúvidas sobre o seu trabalho. "Nós temos força para suportar tudo isso. Se eu sentisse que não tivesse, eu já teria saído. Estou convencido do meu trabalho e do que posso fazer. Se a diretoria confia, vamos manter o trabalho. Creio nos jogadores e quero devolver a confiança para eles", disse.

O momento de maior tensão foi quando acabou questionado sobre o fato de ter montado um time muito ofensivo para o duelo com o Inter. "Jogo para ganhar. O Palmeiras é muito grande. Vieram 30 mil pessoas ao Pacaembu para ver o time vencer e não jogar na defesa. Sempre joguei para frente. Se quiser que o Palmeiras mude isso, que contrate outro técnico", afirmou, elevando o tom da voz. "Eu sou o melhor para o Palmeiras, Estou machucado, mas tenho fé que tudo vai mudar".

Já o diretor executivo, José Carlos Brunoro, assegurou que Gareca fica, mas promete mudanças. "Do jeito que está, não dá. O técnico fica, mas algumas coisas precisam mudam. Precisamos recuperam a autoestima do grupo."

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