Sport ganha, Palmeiras completa dez jogos sem vitória e vira lanterna

Na zona de rebaixamento e em crise técnica, Alviverde sai na frente, leva virada e não consegue se recuperar na partida

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 21h25

Nesta quarta-feira, os jogadores do Palmeiras proporcionaram mais uma daquelas em que o torcedor do clube fica com vergonha do que vê. Para piorar, os primeiros minutos deram a impressão de que a crise iria embora e que finalmente a vitória viria e uma nova fase iria começar. Mas tudo não passou de mais uma ilusão. O Sport venceu de virada por 2 a 1, no Recife, e afundou ainda mais o time alviverde na zona de rebaixamento do Brasileirão. Agora são dez rodadas sem vitórias.

Um claro indício de que alguma coisa muito errada acontece com o Palmeiras é que o goleiro Fábio marcou um gol contra bizarro, mas fez pelo menos três grandes defesas e evitou que o time fosse goleado. Ou seja, não dá para culpá-lo, tampouco eximi-lo de culpa.

A postura da equipe alviverde é a grande culpada por mais uma rodada sem vitória no Campeonato Brasileiro e pelos míseros 14 pontos na tabela. O time teve um início muito bom e, até os 15 minutos, parecia que iria vencer sem dificuldades. 

Aos 13, Mouche fez bela jogada pela direita e cruzou para Henrique, que tentou duas vezes até mandar para a rede e abrir o placar. Se fosse em outros tempos, e com outros jogadores, o Palmeiras iria para cima e mataria o jogo. Mas o efeito foi o contrário. 

A equipe recuou demais e o Sport tomou conta do jogo sem muito esforço. Aos 16, Fábio fez uma grande defesa em cabeçada de Rithely. Seis minutos depois, entregou o ouro. Patric cobrou falta para a área e o goleiro, claramente inseguro pelas sucessivas falhas nas últimas partidas, saiu-se muito mal ao tentar cortar a bola, que bateu em seu rosto e entrou. Gol contra de nariz. Coisas de time em crise. 

E então começou a pressão da equipe da casa, que nem teve aquela tradicional força de sua torcida quando joga em Recife, já que a Arena Pernambuco deixa os torcedores distantes do gramado. Aos 32, um bombardeio do Sport. No rebote de uma grande defesa de Fábio, Victor Luis salvou quase em cima da linha e, na sequência, Patric acertou uma pancada de fora da área e virou o jogo. 

O Palmeiras parecia entregue com pouco mais de 30 minutos de jogo, algo inadmissível. No banco, Ricardo Gareca tinha um semblante de quem claramente não sabia mais o que fazer. E, em uma atitude desesperada, resolveu encher o seu time de atacantes. 

Tudo ou nada. No intervalo da partida, o treinador tirou o inoperante Wesley, que quase não tocou na bola e mostrou por que perdeu espaço no time, e colocou Cristaldo. A mudança não surtiu efeito e então ele colocou Leandro e Diogo nos lugares de Allione e Mouche. Eram quatro atacantes em campo. 

No 4-2-4, a equipe naturalmente teve mais a bola no pé e conseguiu chegar mais ao ataque, mas, inexplicavelmente, mesmo com tantos atacantes quase não chutava. Insistia em tentar chegar à linha de fundo e cruzar para a área. Em vão.

No sábado, dia do jogo contra o Coritiba, completará três meses a última vitória do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Foi em 23 de maio, 1 a 0 sobre o Figueirense. No último domingo, Gareca disse que sua paciência tem limites e estava acabando. A do torcedor palmeirense já acabou faz tempo.

FICHA TÉCNICA:
SPORT 2 X 1 PALMEIRAS

SPORT - Magrão; Patric, Oswaldo, Durval e Renê; Wendel, Rithely, Felipe Azevedo (Diego Souza), Erico Júnior (Ibson) e Régis (Ananias); Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

PALMEIRAS - Fábio; Wendel, Victorino, Tobio e Victor Luís; Renato, Marcelo Oliveira, Wesley (Cristaldo) e Allione (Leandro); Mouche (Diogo) e Henrique. Técnico: Ricardo Gareca.

GOLS - Henrique, aos 13, Fábio (contra), aos 22, e Patric, aos 32 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Heber Roberto Lopes (Fifa/SC).

CARTÃO AMARELO - Victorino.

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Arena Pernambuco, no Recife (PE).

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