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Sport planeja repetir estratégia de colocar mães como seguranças

Mulheres trabalham em jogo na Arena Pernambuco diante do Náutico em iniciativa organizada para tentar diminuir a violência

Angela Lacerda, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 14h26

Vestindo os coletes laranja que identificam os seguranças, 30 mães de torcedores ajudaram a garantir a paz no estádio Arena Pernambuco, no município metropolitano de São Lourenço da Mata, neste domingo, durante clássico do campeonato estadual entre Sport e Náutico.

A iniciativa inédita, do Sport, em parceria com uma agência de publicidade, surtiu efeito e deverá ser repetida em outros jogos em que o rubro-negro tenha mando de campo. "Ainda há muita violência nos estádios, com brigas entre organizadas e vandalismo e esta ação visa a provocar uma reflexão", afirmou o executivo de marketing do Sport, Cid Vasconcelos, ao frisar que os seguranças não foram substituídos pelas mães. A função delas é a de reprimir atos violentos dos filhos diante da sua presença, impondo respeito.

"Se as mães estiverem sempre presentes, não vai ter violência", afirmou Johnatans Santos, 22 anos, integrante de organizada, que ficou surpreso e feliz ao se deparar com a mãe Cristyane. "Tem coisa que torcedor não faz na frente da mãe; brigas em estádios é uma delas", concordou Vasconcelos, confiante que a atitude realmente irá ajudar a levar paz aos estádios.


O time do Sport adentrou o campo com a faixa "Hoje quem faz a segurança são as mães dos torcedores. Respeite", enquanto no telão era apresentado um clipe com elas pedindo paz.

A ideia foi desenvolvida e realizada em parceria com a agência Ogilvy Brasil, que também localizou e recrutou as mães. Elas chegaram mais cedo ao estádio, em vans, e assistiram à palestra feita pelo gestor de segurança da Arena Pernambuco, antes do início do jogo, com vitória do Sport.

Satisfeito com a repercussão da medida, Cid Vasconcelos espera que a partir desta primeira experiência, outras mães irão procurar o clube para contribuir com a campanha pela paz no futebol. "Sozinha esta ação não vai resolver o problema da violência, mas é inovadora, inusitada e tem potencial para gerar reflexão e mudança".

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