SporTV será transmitido por outras operadoras após acordo

A partir desta quarta-feira (28), pode ficar mais fácil a transmissão de jogos de futebol dos campeonatos nacionais - além de outros canais fechados como Multishow, GloboNews e GNT - pelas TVs pagas não filiadas ao sistema Globo. A Globosat, controladora da Net e da Sky, foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a oferecer um novo contrato comercial a operadoras como MaisTV, TVA, Vivax e BigTV para revender sua programação básica. A venda de forma não exclusiva dessa programação, que inclui os jogos de futebol, poderá beneficiar cerca de 900 mil assinantes, distribuídos por 400 cidades de 22 estados brasileiros. Essas pessoas são clientes de operadoras da Associação Neo TV que somam 59 empresas. Em todo o País, estima-se que existam 4 milhões de clientes de TV paga, sendo a maior parte usuária das operadoras Sky e Net. A Globosat já havia assinado no ano passado com o Cade um acordo para acabar com as exclusividades mas, até esta terça, somente três operadoras haviam se interessado pelo contrato que vinha sendo oferecido. O novo contrato prevê agora dois tipos de pacotes básicos que podem ser adquiridos pelas operadoras que quiserem transmitir os jogos de futebol: um inclui os cinco canais Globosat (SporTV 1 e 2, Globonews, GNT e Multishow) e outro, chamado de mini básico, inclui apenas a Globonews e o Multishow. Outra alteração é que as operadoras poderão adquirir um desses pacotes para vender a clientes não residenciais ou comerciais como hotéis, flats, bares e restaurantes. Por fim, haverá um ano de carência para entrada em vigor das regras de fixação dos preços de venda da programação. Assim, durante esse período, a Globosat se compromete a cobrar o menor preço possível e, somente após a carência, passará a contabilizar a quantidade de assinantes de cada operadora na formação do preço. "O acordo com o Cade não foi alterado, o que fizemos foi apenas o detalhamento da proposta de contrato", comentou o diretor geral da Globosat, Alberto Pecegueiro. A presidente do Cade, Elizabeth Farina, também frisou que não houve quebra de acordo por parte da Globosat, mas "havia a necessidade de uma tradução dos termos do acordo para o contrato comercial". A diretora geral da Associação Neo TV, Neusa Risette, foi cautelosa ao analisar a decisão do Cade. "É preciso ler o contrato que será oferecido pela Globosat para ver se ele é um avanço ou não", disse. "Foi uma surpresa para nós esse novo contrato comercial", completou.

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