Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Startups usam inovação para facilitar investimentos no esporte

Empresas criam sites de recompensa para cadastrados e até formas de redirecionar impostos

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2019 | 04h30

A diminuição dos investimentos no esporte brasileiro, na esfera pública e privada, acentuada depois dos Jogos Rio-2016, está obrigando atletas e dirigentes a buscar novas formas de patrocínio.

Em uma delas, os torcedores pagam R$ 29,90 para se cadastrar no site da plataforma de incentivo ao esporte chamada Sigo Esporte. Com essa contribuição, ele recebe o Cartão Time Brasil, cartão pré-pago que usa um programa de recompensas para reverter para o usuário o valor da mensalidade em descontos em lojas parceiras, como cinemas, supermercados e lojas de recarga de celular. Além disso, o torcedor ganha o direito de interagir com os ídolos. O cartão foi desenvolvido em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro.

Outras formas de contribuição dos torcedores são a doação direta ou o consumo de produtos que os atletas indicam no site. Os atletas, por sua vez, são beneficiados com parte das mensalidades e das vendas dos produtos que eles indicam. O engajamento dos atletas nas redes sociais ajuda na mobilização dos torcedores e na captação dos recursos.

A própria assinatura do cartão já é em si uma forma de apoio ao esporte, pois repreenta uma forma de receita adicional para os atletas. Todo atleta cadastrado a uma confederação olímpica poderá divulgar o cartão em sua rede social, estimulando novas adesões e recebendo, a cada assinatura, uma participação financeira. O principal objetivo da iniciativa é ajudar principalmente os atletas em início de carreira. “O projeto me encantou desde o início. Eu já vi muitas pessoas abandonarem o esporte por falta de incentivo. Eu vi isso de perto na minha carreira. A ideia é ajudar os atletas”, diz a oposto Rosamaria, que atua no voleibol italiano. 

O projeto foi criado por Ignácio Aloise, ex-diretor esportivo da Federação Internacional de Judô. Ainda não existem números de adesão dos torcedores em função do lançamento recente da plataforma, mas ela conta com 22 atletas de 15 modalidades, entre eles o ginasta Diego Hypolito, a judoca Rafaela Silva e a surfista Maya Gabeira.

 

A meta é ambiciosa: alcançar seis milhões de esportivas, amadores e profissionais, 41 milhões de consumidores em potencial e 1,5 milhão de estabelecimentos. “Queremos criar uma economia circular. Os esportivas atraem fãs e estabelecimentos, que aderem à plataforma. Com isso, mais atletas também entram e as pessoas usam os meios de pagamento para investir nos atletas”, explica Ignacio.

Tudo o que sabemos sobre:
startupesporteinvestimento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.