Gabriel Peres/Divulgação
Gabriel Peres/Divulgação

Stefano Seedorf estreia pelo Alecrim e sonha jogar ao lado do primo famoso

Formado nas categorias e base do Ajax, atacante tenta se firmar no futebol brasileiro

FLAVIA ALEMI, Agência Estado

19 de setembro de 2013 | 15h50

SÃO PAULO - Ele também se chama Seedorf, mas passa longe dos holofotes. Joga no Alecrim, um pequeno clube do Rio Grande do Norte que tem um empresário inglês como presidente. Trata-se de Stefano Seedorf, primo do famoso meia botafoguense, e com carreira não tão brilhante quanto à do parente Clarence.

Contratado pelo clube potiguar em fevereiro, Stefano só conseguiu fazer seu primeiro jogo no último domingo, válido pela Taça Nordeste - entrou aos 32 minutos do segundo tempo. Ainda sem ritmo de jogo após o tempo parado, a maior contratação do Alecrim para a temporada espera crescer pouco a pouco. Ele revela aque adoraria jogar ao lado do primo. Porém, reconhece que tal feito será improvável de acontecer no momento. "Ele joga numa equipe muito grande, seria bem difícil."

A história de Stefano chega a se confundir com a de Clarence. Nascidos no Suriname e naturalizados holandeses, ambos os Seedorf começaram suas carreiras no Ajax. O mais velho, Clarence, de 37 anos, chegou ao clube em 1992 e fez história nas categorias de base. Seus próximos destinos seriam Sampdoria, Real Madrid, Inter de Milão, Milan e Botafogo. Já Stefano, hoje com 31 anos, foi contratado pelo Ajax em 2001, quase dez anos depois de seu primo construir o nome. Sem muito espaço, Stefano foi emprestado para outros clubes holandeses e passou por times de pouca expressão do futebol europeu. E veio parar no Brasil com a ajuda de Clarence.

Amigo do empresário inglês dono do Alecrim, Anthony Armstrong, Clarence indicou Stefano para integrar os planos do clube potiguar de galgar posições mais prestigiadas no cenário nacional. Chegando ao Rio Grande do Norte em fevereiro, Stefano teve problemas com a documentação trabalhista e ficou impedido de jogar o campeonato estadual. Quando toda a burocracia foi resolvida, um novo desafio se apresentou: lesão no tornozelo. A saga durou sete longos meses. "Agora está tudo bem. Estou recuperado", garante Stefano.

Feliz por finalmente retornar aos gramados, Stefano almeja chegar a um clube grande no Brasil, mas deixa claro que seu foco no momento é sua atual equipe. "Acabei de voltar a jogar, preciso fazer bons jogos pelo Alecrim antes de pensar em qualquer coisa. Vou esperar alguém fazer contato comigo", afirma. O otimismo é tanto que ele não pensa em voltar tão cedo para a Holanda. "Não! Sinto-me bem no Brasil, amei o País, amei a cidade. Estou aqui agora. Vamos focar em uma coisa de cada vez".

IDIOMA

A única barreira que Stefano Seedorf enfrenta hoje no Brasil é o português. "Agora entendo muito mais, mas era bastante difícil. Estou tendo aulas e só posso melhorar", diz o atacante, que é fluente em inglês e holandês.

ALECRIM

Fora da Série D do Campeonato Brasileiro, o Alecrim disputa um torneio promovido pelo próprio presidente, a Copa Ecohouse Nordeste de Futebol, e acumula 9 pontos na fase de grupos, ocupando a liderança isolada do Grupo A. Disputam a taça times como ABC, América-RN, Santa Cruz, Vitória, Náutico e até o Fluminense.

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