Carl Recine / Reuters
Carl Recine / Reuters

Sterling diz que racismo no futebol é um problema 'longe de estar solucionado'

Jogador escreveu um manifesto publicado nesta terça-feira pelo diário britânico The Times

Redação, Estadão Conteúdo

23 de abril de 2019 | 10h38

Em um tema muito polêmico e que tem sido debatido nos últimos meses, o atacante Raheem Sterling, do Manchester City e da seleção da Inglaterra, descreveu o problema do racismo no futebol como "profundo" e "longe de estar solucionado", em um manifesto publicado nesta terça-feira pelo diário britânico The Times.

"Parece-me incrível como, em 2019, haja a necessidade de escrever um editorial num jornal para apelar por mudanças radicais no esporte que amo. Porém, faço isso porque o problema do racismo no futebol é sério, profundo e está longe de estar solucionado", disse Sterling no manifesto que foi assinado por grandes nomes do futebol e figuras políticas.

O jogador, de 24 anos, que se tornou uma figura proeminente na luta contra o racismo, nomeou vários episódios racistas que tiveram palco nos estádios de futebol nos últimos meses, como, por exemplo, os insultos de que foi alvo no jogo contra o Chelsea, pelo Campeonato Inglês, e o tratamento que o jovem Moise Kean, atacante da Juventus, tem recebido na Itália.

"No entanto, isso é a ponta do iceberg e jogadores, torcedores e treinadores racistas estão aparecendo em todo o mundo. Todos os dias, desde os campos nos parques até a Liga dos Campeões (da Europa). As pessoas que gerem o esporte estão longe de fazer o suficiente para resolver o problema", acrescentou Sterling, de origem jamaicana, que pede que se retirem nove pontos dos clubes em jogos do campeonato nacional no caso de insultos racistas.

Sterling tem 222 partidas no Campeonato Inglês, somando até agora 66 gols com a camisa do Manchester City. Nesta edição da Liga dos Campeões, competição da qual o clube já foi eliminado, marcou cinco vezes em 10 jogos.

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