STF abre inquérito contra Eurico

O presidente do Vasco da Gama, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), é alvo de mais um - do sétimo - inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, denuncia o dirigente por indícios de falsidade ideológica, apropriação indébita e crimes contra a ordem tributária e eleitoral. De acordo as investigações feitas pela CPI do Futebol, Eurico teria custeado a maior parte de sua última campanha eleitoral com dinheiro do Vasco. O dinheiro sairia da conta do funcionário do clube, Aremithas José de Lima, para sete fabricantes de material de divulgação de candidatos.Brindeiro informa aos ministros do STF que o gasto com essas empresas não foi incluído no total de R$ 124,30 mil que o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral. O procurador também afirma que R$ 90 mil pertencentes ao Vasco, foram transferidos das contas de Aremithas - que receberam R$ 13,5 milhões em cinco anos - para a empresa "Same Empreendimentos e Participações Ltda" da família do deputado. Eurico Miranda não retornou as ligações para falar sobre mais esse inquérito.As ações do STF dificilmente resultarão na condenação de Eurico Miranda enquanto ele for deputado, já que os inquéritos só terão andamento se a Câmara autorizar. Há dois pedidos aguardando que a Casa se manifeste desde fevereiro, ambos relacionado à queda do alambrado do estádio do Vasco, em dezembro. Dois outros pedidos de inquéritos, por sonegação fiscal e gestão fraudulenta de instituição financeira, foram provocados pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Os outros pedidos se referem a denúncias feitas pela CPI do Futebol e encampadas por Geraldo Brindeiro.Impasse - É também o procurador-geral quem vai decidir o que fazer com os dois relatórios preparados por integrantes da CPI da CBF/Nike. Nenhum deles foi votado. Os deputados ligados à CBF entregam nesta terça-feira a Brindeiro o relatório que excluiu do pedido de indiciamento Ricardo Teixeira, os 21 presidentes de federações e os empresários Juan Figer e Hélio Viana. Já os parlamentares aliados ao relator Silvio Torres (PSDB-SP), esperam fazer o mesmo na quarta-feira. Torres deixou de responsabilizar boa parte dos implicados nas denúncias de falsificação de passaporte e do tráfico de jogadores menores de idade.

Agencia Estado,

18 de junho de 2001 | 19h14

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