Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

STF envia investigação contra dirigentes da CBF para Justiça do Rio

Apenas a parte referente ao deputado federal Marcus Vicente (PP-ES) foi mantida em Brasília

Breno Pires/ Brasília, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2018 | 20h39

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, enviar à Justiça Federal do Rio de Janeiro uma investigação que tramita no Supremo para apurar crimes supostamente cometidos por dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol e outras pessoas ligadas à confederação, incluindo o presidente afastado Marco Polo Del Nero e os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin. O ministro manteve no STF apenas a parte referente ao deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), que é vice-presidente da entidade.

+ Sentença de José Maria Marin só será anunciada pela justiça 

+ Com apoio maciço de federações e clubes, Caboclo é eleito presidente da CBF

A investigação foi iniciada originalmente na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, para apurar os supostos crimes de evasão de divisas, estelionato, falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Os indícios iniciais foram apontados no relatório alternativo da CPI do Futebol 2015, de autoria dos senadores Romário (Podemos-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e abrangeriam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 (COL).

Além de Del Nero e dos ex-presidentes Marin e Teixeira, também são alvos o vice-presidente da CBF, Gustavo Dantas Feijó, o diretor jurídico Carlos Eugênio Lopes, e o ex-dirigente Antônio Osório Ribeiro Lopes da Costa e os empresários José Hawilla e Kleber Fonseca de Souza Leite. A única parte que seguirá sendo investigada no Supremo é a que se refere ao deputado federal Marcos Vicente. O pedido de envio à Justiça Federal do Rio de Janeiro partiu da Procuradoria-Geral da República.

Marco Polo Del Nero está atualmente afastado da presidência da CBF. A Fifa deve dar um parecer nos próximos dias, esclarecendo se ele poderá continuar ou não como presidente da confederação. Se ele não for banido, poderá voltar para o cargo e ficar até abril do ano que vem.

O presidente interino é o Coronel Antonio Nunes, um dos vice-presidentes da instituição. Neste mês, o dirigente Rogério Cabloco, ligado a Del Nero, foi eleito presidente para assumir o próximo quadriênio, que começa em abril de 2019.

A CBF não se pronunciou sobre a decisão e a assessoria de imprensa afirmou que era preciso procurar os advogados de cada investigado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.