STF pede licença para processar Eurico

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou hoje à Câmara pedido de licença para processar o presidente do Vasco, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ). A abertura de processo foi feita pelo ministro do STF Nelson Jobim. Ele se baseou em denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que aponta Miranda como responsável pelo acidente que feriu 139 torcedores com a quebra do alambrado do estádio São Januário, na final da Copa João Havelange. O acidente ocorreu no dia 30 de dezembro. Por causa do tumulto, dezenas de torcedores foram arremessados ao campo e pisoteados. O pedido do STF para processar Eurico Miranda foi enviado hoje ao presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), a quem caberá encaminhá-lo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise. Após chegar na CCJ, o pedido é distribuído a um relator para análise. Em seguida, o parecer é votado na comissão. Se o parecer for favorável à licença, o pedido terá de ser votado também pelo plenário da Câmara. A abertura de processo contra Eurico Miranda foi solicitada ao STF pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. Na denúncia do MPF, o deputado e cartola do Vasco é responsabilizado pela superlotação e o precário estado de conservação do estádio São Januário, que teriam sido as causas principais do acidente da final da Copa João Havelange. O MP também denunciou o ex-presidente do clube, Antônio Soares Calçada, e o encarregado pela manutenção do estádio, José Joaquim Cardoso Lima. Na denúncia ao STF, Brindeiro alega que houve imprudência dos dirigentes do Vasco ao venderem ingressos em quantidade superior à capacidade de lotação do estádio. O Ministério Público afirma, ainda, que Miranda, Calçada e Cardoso Lima teriam sido omissos e porque poderiam evitar o acidente. Nesse caso, no entendimento do MPF, Miranda e os outros dois diretores do clube tornaram-se responsáveis pelo tumulto que deixou 139 feridos durante a partida entre o Vasco e o São Caetano, de São Paulo, no dia 30 de dezembro.

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