Acervo Estadão
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STJ discute suposto dano à imagem de goleiro que teria 'impedido' milésimo gol de Pelé

Familiares de Jair Estevão da Silva pedem indenização por danos morais pelo uso da imagem do goleiro no documentário "Pelé Eterno"

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 15h14

O colegiado da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu vistas, nesta quinta-feira, no primeiro dia em que foi a julgamento uma ação movida por familiares do ex-goleiro santista Jair Estevão da Silva, morto em 2015, que pede indenização por danos morais e materiais pelo uso da imagem do goleiro no documentário "Pelé Eterno", lançado há 13 anos.

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A acusação leva em conta uma das cenas do longa, que mostra um amistoso do Santos contra o Botafogo da Paraíba, em 1969, quando Pelé estava a dois gols de seu milésimo tento.

No jogo, Pelé converteu uma cobrança de pênalti e, enquanto vivia a expectativa de marcar mais um, Jair passou mal e foi substituído justamente por Pelé. A família do ex-goleiro afirma que o filme prejudica a imagem de Jair ao insinuar que a ida de Pelé para a meta santista foi combinada.

O objetivo da troca seria para que o Rei do Futebol pudesse marcar seu milésimo gol no próximo compromisso do Santos, no estádio do Maracanã - o que acabou de fato acontecendo, em partida contra o Vasco, no dia 19 de novembro daquele ano.

O suposto dano à imagem do ex-goleiro não foi reconhecido pelas instâncias anteriores que julgaram o processo, que está no STJ desde 2013. O processo volta a julgamento em até 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.

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