STJD abre precedente e absolve Geninho

A 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu hoje o técnico do Vasco, Geninho, e abriu um precedente ao oficializar a impunidade para o treinador, que afirmou que o juiz "roubou" durante a partida. Na derrota para o Santos, por 3 a 2, no dia 11 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, o árbitro Leonardo Gaciba denunciou o profissional vascaíno por tê-lo ofendido ao final do confronto. "Você nos prejudicou Gaciba. Você me roubou em casa", escreveu na súmula o árbitro, que estava sendo criticado pelo técnico do Vasco, por não ter expulso o goleiro do Santos, Tápia, que supostamente havia segurado a bola com as mãos fora da área. "Você rasgou o livro de regras. Goleiro com a mão na bola fora da área é vermelho. Você mudou o jogo. Você me roubou." O advogado do Vasco, João Carlos Ferreira, iniciou a defesa de Geninho argumentando que "roubar no futebol não é ofensa. É diferente do roubar previsto no Código Penal". E a tese vascaína foi aceita pelos três julgadores. O presidente da 2ª Comissão Disciplinar, Otávio Augusto de Almeida Toledo, ainda reiterou ter escutado na noite de segunda-feira uma entrevista do treinador vascaíno, a uma rádio carioca, onde não sentiu a intenção do técnico em ofender o árbitro. "O Geninho estava dizendo que o juiz roubou o resultado. Não consigo aferir dólo, quando ele disse que o juiz roubou", disse o presidente da 2ª Comissão Disciplinar. "Eu também digo que um juiz de futebol roubou. Todo torcedor apaixonado por futebol diz isso. É um xingamento diferente daquele previsto no Código Penal." Geninho podia ser condenado a uma pena mínima de 30 a 180 dias de suspensão, por ter sido denunciado no art. nº 187 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), parágrafo 2º: ofender moralmente árbitro ou auxiliar em função. O técnico do Vasco ainda pode ser apenado, já que será julgado em segunda instância pelo STJD. Doping - Nos outros julgamentos da noite, o zagueiro Gilmar, do Criciúma, foi condenado a uma pena de 150 dias por ter tido resultado positivo para um metabólico da cocaína em seu exame de doping. A defesa do atleta admitiu a ingestão do entorpecente, que foi dado ao "jogador bêbado por seu irmão durante uma festa". Já o meia Bruno Octávio, do Corinthians, foi absolvido da expulsão contra o Figueirense, no dia 11 de agosto.

Agencia Estado,

31 Agosto 2004 | 20h14

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