STJD avisa: não haverá virada de mesa

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, criticou neste domingo dirigentes de clubes que ?querem se aproveitar? do escândalo da arbitragem para forçar uma virada de mesa no Campeonato Brasileiro. Ele não citou nomes, mas as críticas foram dirigidas aos presidentes do Figueirense, Norton Doppre, e Flamengo, Márcio Braga, que deram entrevistas anteontem sugerindo a paralisação da competição. ?Tem pessoas tentando se aproveitar do caos para bagunçar o campeonato?, afirmou o presidente do tribunal. Segundo ele, não haverá virada de mesa, e os times rebaixados terão que disputar a série B no ano que vem. ?Gostaria que os clubes jogassem suas partidas, e os dirigentes não procurassem promover o caos?, reforçou. Doppre disse na última sexta-feira à Agência Estado que seu clube, vice-lanterna do campeonato, foi um dos mais prejudicados. O Flamengo também luta para fugir do rebaixamento.Zveiter acredita que não haverá danos à credibilidade do campeonato caso os envolvidos no escândalo da arbitragem sejam punidos rapidamente. ?Não dá para colocar todos os árbitros no mesmo saco?, afirmou, reforçando que até agora as suspeitas recaem apenas sobre Edilson Pereira de Carvalho. O presidente do STJD disse ainda que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não deve ser responsabilizada pelo escândalo. ?O torcedor comprou seu ingresso, foi para o estádio, e um cidadão isolado cometeu um crime. Este é quem tem que ser cobrado?, apontou.Ele sugere, porém, que a CBF determine aos árbitros que autorizem por escrito a quebra dos sigilos bancário e fiscal, para facilitar futuras investigações. A profissionalização da categoria seria outra medida que traria mais transparência ao futebol brasileiro, disse o presidente do STJD, que elogiou o papel da imprensa no episódio. Zveiter criticou a postura do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Armando Marques, que não costuma se pronunciar mesmo quando há crises. ?Se ele não aparece, fica parecendo que tem algo errado?, afirmou.

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