STJD ignora BID e Coritiba recupera pontos

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tornou nulo, nesta quinta-feira à noite, os efeitos sobre o Campeonato Brasileiro do Boletim Informativo Diário (BID), emitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e concedeu os seis pontos que haviam sido retirados do Coritiba, em uma de suas comissões disciplinares. A decisão também beneficiou o Atlético-PR, ameaçado de punição semelhante, mas não deverá favorecer o Santo André, que perdeu 12 pontos, "por ser um caso diferente". "O tribunal verificou que há uma carência técnica na CBF e, por isso, decidiu suspender a validade do BID para as três séries do Campeonato Brasileiro de 2004", afirmou o presidente do STJD, Luiz Zveiter. "O BID vai continuar sendo publicado e caberá à CBF mostrar que se preparou para ele poder voltar a ser usado oficialmente como referência." Com a decisão, o STJD também tornou nulo parcialmente o art. 7º e totalmente o art. 8º do regulamento do Brasileiro de 2004, que previam a necessidade de o nome do atleta constar no BID para este ter condições de atuar por um time. O presidente do STJD frisou que sua atitude não foi a de intervir na CBF. "Não foi uma intervenção. O tribunal apenas usou de seus poderes administrativos e evocou princípios que regem as competições, como o da razoabilidade, para tomar esta atitude", disse o presidente do STJD. "Não estou preocupado com a repercussão desse ato, mas com a minha consciência. O que não pode é a CBF não estar preparada para dar garantias que um atleta está regular, através do BID, e esses casos ficarem desestabilizando os julgamentos no tribunal." Na quarta-feira, está marcado o julgamento do caso do goleiro Diego, do Atlético-PR, pela 3ª Comissão Disciplinar do STJD. O presidente do tribunal informou que a procuradoria poderá desistir do caso e, com isso, não ser necessário a realização da sessão. Ou, ocorrendo a audiência, o clube será absolvido. Já o Santo André, deverá ter seu recurso julgado na quinta-feira, pelo STJD. "A questão do Santo André é diferente, porque parece que os dois jogadores não estavam registrados na CBF. Não foi somente um caso de ter ou não o nome publicado no BID", destacou o presidente do STJD. Ele ainda exemplificou que, a partir de agora, um jogador será considerado irregular se for expulso e atuar na partida seguinte, ou se não estiver registrado na CBF, "o que parece ser o caso do clube paulista".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.