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STJD julga Petros por empurrão no árbitro Raphael Claus

Advogado do Corinthians vai tentar desqualificar a denúncia do tribunal para evitar punição de 180 dias que o jogador pode pegar

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2014 | 05h00

Petros saberá, nesta segunda-feira, quanto custará o empurrão pelas costas dado no árbitro Raphael Claus no clássico contra o Santos, no último dia 10. O meia será julgado pelo STJD e, se condenado, pode pegar até 180 dias de suspensão.

Como o empurrão foi proposital, Petros foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) - “praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente”, que não prevê pena máxima. O artigo 3.º especifica que “se a ação for praticada contra árbitros (...), a pena mínima será de suspensão por cento e oitenta dias”.

A estratégia dos advogados do Alvinegro será desqualificar a denúncia no artigo e enquadrá-lo no 250 - praticar ato desleal ou inconveniente -, com pena prevista de um a três jogos de suspensão. Até mesmo dentro do clube existe ceticismo quanto ao sucesso da estratégia, portanto em caso de suspensão de Petros, o Corinthians entrará com recurso no Pleno e a ação será julgada; ao mesmo tempo será pedido um efeito suspensivo para que o jogador possa continuar jogando enquanto o caso não for finalizado.

“Não sou juiz, vou esperar. A gente sabe que ele errou, mas pensa que não é para tanto como estão dizendo. As penas têm que ser educativas também, não só punitivas”, disse Mano Menezes, que escalou o jogador normalmente contra o Bahia, mas reconheceu que ele não foi bem.

“Não podia tirá-lo antes do jogo porque é um cenário que não gostaria. Ele esteve abaixo do que vinha produzindo nos últimos jogos, mas acho que esse momento, esse medo do que vai acontecer com ele, o deixou um pouco abalado.”

Petros preferiu manter o silêncio. Após o empate do Corinthians com o Bahia por 1 a 1 no Itaquerão, ele deixou o estádio sem falar com a imprensa.

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