STJD libera Marcelinho Carioca

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da CBF, Luiz Zveiter, finalmente aceitou o pedido de efeito suspensivo dos advogados do Corinthians, no Rio de Janeiro, e devolveu a Marcelinho Carioca condições para enfrentar o Coritiba, quarta-feira João Pessoa, pela Copa dos Campeões. Sem um representante da diretoria corintiana, o técnico Wanderley Luxemburgo soube que o atacante foi liberado para jogar por meio da imprensa, logo após o treinamento desta segunda-feira à tarde, no estádio Juracizão, na capital paraibana. E comemorou a decisão: "Ótimo, então, o Marcelinho joga, como atacante". O próprio Marcelinho não se surpreendeu com a decisão do STJD. De acordo com as declarações do advogado João Zanforlin, havia uma certa previsão de que o efeito suspensivo seria concedido depois que o atacante cumprisse 50% de sua pena - já havia cumprido a automática no jogo seguinte à sua expulsão contra o Atlético-PR e cumpriu a segunda no sábado passado, diante do Coritiba. Apesar de beneficiado pelo efeito suspensivo, o jogador corintiano ainda reclamou. "Claro que estou feliz por saber que poderei enfrentar o Coritiba, mas ficaria ainda mais contente se eu não fosse julgado com dois pesos e duas medidas. Se outros jogadores que foram expulsos na Copa do Brasil tiveram suas penas transformadas em multa, acho que o critério também deveria valer para o meu caso". Já prevendo que Marcelinho fosse liberado pelo STJD, o técnico Wanderley Luxemburgo optou por começar o treinamento coletivo desta segunda-feira com ele no time titular. Marcelinho atuou como atacante, jogando ao lado de Gil, e até que mostrou um bom futebol. No entanto, o próprio jogador não quer ser visto como salvador da Pátria no jogo de quarta-feira. "Vou colaborar, mas todo mundo sabe que eu não sou um atacante", alertou. "Não serei o salvador da pátria nem vou jogar com as 11 camisas sobre os meus ombros". Apesar de um certo receio, Marcelinho admitiu que ganhou liberdade total do treinador para atuar sem posição fixa. Como o time jogará com dois meias canhotos - Ricardinho e André Luiz -, Marcelinho fará uma espécie de contrapeso pelo lado direito, podendo se aproximar da área ou até mesmo jogar nas costas dos dois volantes adversários quando sentir que essa alternativa for a melhor. "O importante é que o Wanderley me deu liberdade total", resume Marcelinho. Além de jogar com Marcelinho no ataque, Luxemburgo mexeu nos outros setores do time. Para começar, acabou com o 3-5-2, tirando Fábio Luciano da zaga. "Não é que o 3-5-2 não deu certo. A situação agora é outra. No primeiro jogo ainda não tinha visto o Coritiba de perto, só pela fita. Também jogamos com um velocista (Éwerthon). Agora, além de jogar com um atacante que toca mais a bola (Marcelinho), já sei como o adversário joga". Seja qual for a razão, fato é que Luxemburgo enterrou o 3-5-2, um esquema que ele mesmo diz que não gosta. "Prefiro o 4-4-2 com variações, mas é aquilo que eu acabei de explicar. A situação era totalmente diferente no primeiro jogo". O setor que Luxemburgo mais mexeu foi no meio-de-campo. Pereira reaparece na cabeça-de-área ao lado de Rogério, deslocado da lateral-direita, que será ocupada por Índio. Com isso, André Luiz vai jogar como meia e terá a missão de se projetar em direção à área adversária. No treinamento desta segunda-feira ele foi o elemento surpresa no time titular. Apareceu bastante na área e chutou várias vezes a gol, sempre vindo de trás, tabelando com Ricardinho ou com Marcelinho.

Agencia Estado,

25 de junho de 2001 | 18h59

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