STJD pede para CBF alterar regra da punição aos clubes

Entidade visa coibir a violência nas arquibancadas

Leonardo Maia, Agência Estado

30 de outubro de 2013 | 19h56

RIO - O procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, encaminhou nesta quarta-feira ao presidente da CBF, José Maria Marin, um ofício no qual solicita que a entidade altere o Regulamento Geral de Competições (RGC) para 2014 a fim de incluir as sanções previstas pela Fifa em casos de perdas de mando de campo - jogos com portões fechados, de uma torcida só e até mesmo banimento de um estádio.

O STJD está em campanha para que casos como brigas de torcidas nos estádios resultem em punições mais severas, como forma de coibir a violência nas arquibancadas. Atualmente, o RGC prevê que os clubes punidos com perda de mando de campo, em virtude de distúrbios iniciados por seus torcedores, façam seus jogos a 100km de sua cidade-sede.

"Essa forma de punição não tem eficácia nenhuma. Temos assistido a uma escalada astronômica de violência nos estádios", critica Paulo Schmitt, que utilizou como um de seus argumentos para a solicitação a obrigatoriedade de aplicação das normas da Fifa pelas confederações filiadas, como a CBF.

"O jogo entre Corinthians e Vasco (em Brasília, no fim de agosto) deveria ter sido um bom exemplo. Mas, com essa punição fraca, vimos vários casos semelhantes nas últimas rodadas (do Campeonato Brasileiro)", destacou o procurador.

Paulo Schmitt disse que pretende provocar uma reunião com os dirigentes da CBF para discutir o tema. Além do ofício encaminhado nesta quarta-feira à entidade, o procurador vai compilar mais documentos e imagens para reforçar o pedido do STJD, que também está em conversas com os ministérios públicos estaduais em busca de formas mais duras de punição no campo cível e criminal.

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