Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

STJD pode analisar reclamações e atuação dos árbitros em Palmeiras x Ceará

Alviverde reclama que três jogadores receberam catão amarelo e estão fora da partida 'decisão' com Flamengo

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2018 | 07h00

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva poderá analisar as reclamações da diretoria do Palmeiras na vitória sobre o Ceará, por 2 a 1, domingo, pelo Campeonato Brasileiro e também a atuação do árbitro André Luiz de Freitas Castro. O Estado apurou a Procuradoria está analisando as declarações dadas pelo dirigente Alexandre Mattos e o técnico Luiz Felipe Scolari e o vídeo da vitória do time paulista.

Três jogadores - Mayke, Bruno Henrique e Lucas Lima - que estavam pendurados com dois cartões amarelos foram advertidos e não poderão enfrentar o Flamengo, na próxima rodada. Além de Deyverson, expulso após dar uma solada em Richardson.

Na opinião do diretor de futebol, o juiz teve critério "muito estranho", sugerindo que Castro mostrou os cartões pensando no duelo entre palmeirenses e flamenguistas no sábado que vem, no Maracanã.

"Queremos um campeonato limpo. E aí gera dúvida uma situação dessa. O cartão para o Mayke, Lucas Lima e Bruno Henrique gera dúvida se foi direcionado por causa do próximo jogo, contra o Flamengo, que pode representar muito no campeonato", afirmou Mattos.

Na súmula, o árbitro explicou os motivos que o fizeram mostrar cinco cartões para atletas do time de Felipão. Na advertência por amarelo para Lucas Lima, aos 33 minutos do segundo tempo, o árbitro justifica o cartão por "infringir persistentemente as regras do jogo, cometer faltas persistentemente". O meia do Palmeiras, porém, cometeu apenas uma falta no confronto.

A Procuradoria deve analisar o que foi dito e verificar se houve infração disciplinar e à qual artigo ela estaria relacionada. Se confirmada a infração, é feita uma denúncia que é encaminhada para a secretaria do STJD que, por sua vez, define a Comissão Disciplinar e faz a intimação para julgamento. O prazo para confecção da denúncia é de até 30 dias, mas ela pode ser definida em um prazo bem menor.

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